Revista CARAS
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARASSpotify Revista CARAS

Estudo de caso: Leite como remédio para desnutrição

Em recente Conferência de Biologia Experimental especialistas delinearam o importante papel dos produtos lácteos na alimentação infantil

CARAS Digital Publicado em 17/06/2015, às 11h47 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Leite como remédio para desnutrição - Shutterstock
Leite como remédio para desnutrição - Shutterstock

Power of Nutrition, uma nova organização de ajuda humanitária apoiada pelo Banco Mundial, formada em abril, resume assim o desafio que tem pela frente: “Investir em nutrição de crianças tem o poder de provocar grandes mudanças sociais e econômicas em muitos países”. O grupo é um, entre o crescente número de organizações de nutrição, que concentra esforços em problemas da baixa estatura, que afeta mais de 20 milhões de recém-nascidos, anualmente, particularmente na África e regiões da Ásia.

O nanismo está definitivamente ligado a uma variedade de doenças em países em desenvolvimento, causando:

- Quase metade da mortalidade infantil
- Redução da altura e da robustez física
- Baixo desempenho cognitivo, que se traduz em menor aproveitamento educacional e redução da probabilidade de sair da pobreza
- Aumento dos riscos de doenças cardíacas coronarianas, pressão alta, e diabetes
- Redução das funções do pulmão, rins e sistema imunológico

Tudo isso leva a enorme prejuízo para a sociedade. O custo do déficit de estatura para as nações é estimado em 16% do PIB.   

Estudo de caso

E não precisa ser assim. De acordo com a Power of Nutrition, com os nutrientes certos e cuidados no início da vida, o cérebro e o corpo podem ter o crescimento de todo seu potencial.

Cresce o conjunto de evidências – com base em pesquisas clínicas e científicas realizadas por mais de cinco anos com o apoio do USDEC, Dairy Management Inc. e outros parceiros internacionais – atestando que os lácteos são peças chaves para solucionar o problema nutricional que leva ao nanismo, e demonstrando que os laticínios são bem superiores a outras fontes alternativas de proteínas, e detalha a função dos lácteos na prevenção da doença.

Os organizadores da prestigiosa Conferência de Biologia Experimental, realizada este ano em Boston entre os dias 28 de março e 1º de abril (2015) pediram ao USDEC que apresentasse os últimos resultados científicos encontrados sobre o papel da proteína de qualidade, crescimento, desnutrição e o papel dos alimentos lácteos. Ocupamos três horas da conferência com o “Simpósio Lácteos para a Nutrição Global”, onde um grupo internacional de especialistas em nutrição apresentou os últimos resultados de campo. 

Os três temas chaves apresentados foram:
- Questões da qualidade da proteína
- A importância dos primeiros mil dias de vida, começando na gravidez
- As proteínas lácteas promovem o crescimento, mas, a lactose e os minerais Tipo II, presentes nos laticínios - potássio, magnésio e fósforo - também contribuem para a redução e prevalência do nanismo