Revista CARAS
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARAS

Descubra quais são os principais fatores que levam a fome contínua

A nutricionista lista algumas dicas para melhorar a sensação de fome contínua que pode estar ligada a desidratação, estresse, consumo excessivo de doces e bebidas alcoólicas; confira!

Bruna Nastas Publicado em 05/04/2016, às 09h38

vida saudável - Shutterstock
vida saudável - Shutterstock

Não importa o humor ou os fatores climáticos, a sensação de precisar comer sempre pode estar muito mais ligada a desidratação do que a fome propriamente dita.

De acordo com a nutricionista do Centro Multidisciplinar Fluminense, Daniele Osório, isso costuma ocorrer porque uma parte do cérebro é responsável por controlar a sede e o apetite.

Segundo ela, bebidas alcoólicas e também noites mal dormidas podem acabar sendo confundidas com a fome. "Ocorre um aumento no hormônio grelina, produzido pelo estômago, que estimula a fome e, em paralelo, uma queda na leptina, hormônio que confere sensação de saciedade. Pular refeições também é ruim, pois faz com que o estômago vazio aumente a produção de grelina e, consequentemente, aumente a fome".

Outro fator que acaba fazendo com que o indíviduo sinta mais vontade de comer é o estresse, elevando uma produçaõ de cortisol no corpo. "Esse hormônio sinaliza para o corpo que ele precisa de mais energia e aumenta a fome. Estudos apontam que indivíduos sob estresse físico e mental tendem a preferir alimentos ricos em gordura e açúcar. Além disso, a serotonina, que é um neurotransmissor que regula o apetite, também sofre redução dos seus níveis com o estresse, contribuindo para o aumento da sensação de fome", explica a profissional.

O consumo em excesso de açúcar e carboidratos aumentam a glicose no sangue, fazendo com que o organismo sinta fome rapidamente para repor a energia. "Consumir pouca proteína e gorduras também provocam fome rapidamente.  Tanto as proteínas quanto as gorduras ficam mais tempo no estômago e dessa forma reduzem a fome.  Entretanto é importante ressaltar que o consumo de gorduras ruins deve ser evitado para não causar doenças. Carne branca magra e gorduras boas devem ser preferidas às carnes e outros alimentos gordurosos", ressalta Daniele.

A nutricionista lista abaixo algumas dicas para melhorar a sensação de fome:

- Beba bastante água: Beba água ao longo do dia. No geral, tente consumir 1 copo de água a cada 1-1:30h. Isso evitará a desidratação.

- Evite consumir bebidas alcoólicas: Mas, se optar pelo seu consumo, tente intercalar o álcool com água.

- Coma de 3 em 3 horas: Faça as refeições com intervalo de tempo regular, evitando ficar mais de 3 horas sem se alimentar.

- Evite consumir alimentos ricos em açúcar: Evite o consumo de doces, balas, chocolate, refrigerante e outros alimentos que contenham açúcar. De preferência ao consumo de carboidratos complexos, como pão, arroz, macarrão integral e outras preparações feitas com farinha integral.

- Mastigue bem: Tente concentrar-se na refeição sem desviar a atenção para televisão, computador, celular e games.

- Consuma carnes magras: Além de consumir carnes magras, é importante também ingerir alimentos com fontes de gordura boa, como: abacate, azeite extra virgem, coco, avelã, amêndoa, castanhas e nozes nas refeições.

Daniele alerta para pessoas que fazem o uso contínuo de antidepressivos e devem sempre consultar o médico sobre a viabilidade de modificar o medicamento em caso de fome contínua. "Tente controlar o estresse e manter uma boa noite de sono. Uma dica para ajudar nesse controle, tão difícil atualmente, é praticar atividade física com regularidade sob a orientação do educador físico com autorização de um médico", conclui.