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Bem-estar e Saúde / CONDIÇÃO CRÔNICA

Cirurgiã vascular faz alerta a mulheres: mais de 10 milhões podem ter lipedema

Em entrevista à CARAS Brasil, a cirurgiã vascular Cristienne Souza destaca a importância de aumentar o conhecimento sobre a doença, que já afetou muitas famosas

O lipedema é muitas vezes confundido com obesidade ou linfedema, segundo especialista - Freepik
O lipedema é muitas vezes confundido com obesidade ou linfedema, segundo especialista - Freepik

Junho é o mês dedicado à conscientização do lipedema, uma condição crônica pouco conhecida que afeta principalmente mulheres, causando acúmulo desproporcional de gordura nas pernas e, por vezes, nos braços, inchaço, incômodo e dores. Várias famosas já relataram que passaram pelo problema, como a modelo e ex-BBB 24 Yasmin Brunet (35), a ex-paquita Tatiana Maranhão (46) e a empresária e ex-BBB 15 Amanda Djehdian (38).

Em entrevista à CARAS Brasil, a cirurgiã vascular Cristienne Souza, membra da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), destaca a importância de aumentar o conhecimento sobre essa doença.

"O lipedema é muitas vezes confundido com obesidade ou linfedema, mas é uma condição distinta que requer diagnóstico e tratamento específicos. É fundamental que tanto os profissionais de saúde quanto a população geral reconheçam os sintomas e busquem orientação adequada", afirma a médica.

O lipedema não é causado por excesso de peso, mas sim por uma distribuição anormal de gordura. "Muitas pacientes enfrentam anos de frustração, tentando perder peso sem sucesso, antes de obter um diagnóstico correto. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo eficaz e para melhorar a qualidade de vida", explica Cristienne.

De acordo com a SBACV, o lipedema é classificado em cinco tipos: Tipo I: afeta do umbigo até os quadris; Tipo II: afeta até os joelhos, com presença de tecido gorduroso nas partes lateral e inferior dos joelhos; Tipo III: afeta até os tornozelos, formando um "manguito" de gordura logo acima dos pés; Tipo IV: afeta os braços, frequentemente associado aos tipos II e III; Tipo V: afeta apenas a região do joelho para baixo.

A data é importante para conscientizar a população, ressalta a cirurgiã: "Queremos auxiliar as mulheres com conhecimento, incentivando-as a procurar ajuda médica se suspeitarem dessa condição. A conscientização é o primeiro passo para um tratamento bem-sucedido".

Além disso, a médica enfatiza a importância do suporte emocional. "O lipedema pode afetar significativamente a autoestima e a saúde mental das pacientes. O apoio psicológico é uma parte essencial do tratamento, ajudando as mulheres a lidar com os desafios diários dessa condição", finaliza.

Cristienne Souza - Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Goiás (2007-2012); Residência Médica em Cirurgia Geral pela Universidade Federal de Uberlândia (2013-2014); Residência Médica em Cirurgia Vascular pela Universidade Federal de Uberlândia (2015-2016); Fellowship em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela Coris Florianópolis (2017); Especialista em Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular e Ecodoppler Vascular pela SBACV/ AMB/CRB.

Mais de 10 milhões de brasileiras podem ter lipedema e não sabem
A cirurgiã vascular Cristienne Souza é membra da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) - Arquivo Pessoal