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Veja o que fazer para diminuir os sintomas da incômoda rinite alérgica

Rosane Bleivas Bergwerk Publicado em 08/04/2014, às 20h36 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Saúde - Divulgação
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Porta de entrada do ar no organismo, o nariz tem como função filtrar, aquecer e umidificar o ar, selecionando as substâncias inaladas que serão transportadas aos pulmões. A rinite é a inflamação da mucosa nasal e se caracteriza pela presença de um ou vários sintomas, como espirros constantes, prurido nasal (coceira), rinorreia (coriza de cor clara), obstrução nasal sobretudo à noite e, às vezes, diminuição do olfato. Pode causar ainda tosse, sonolência, dor de cabeça, coceira e obstrução nos ouvidos e coceira na garganta e nos olhos.

A rinite acomete 10% a 25% da população. Pode ocorrer em todas as idades, mas é mais comum dos 5 aos 20 anos. Há vários tipos, sendo a alérgica a mais frequente (60% dos casos). Todas apresentam os sintomas citados.

As rinites não alérgicas podem ser infecciosas (por vírus ou bactérias) ou irritativas — quando resultam da exposição ao ar seco e frio, a poluentes, à fumaça do cigarro ou a produtos químicos. Existem ainda as rinites provocadas pelo uso de contraceptivos orais, por medicamentos para a hipertensão, anti-inflamatórios e aspiração de cocaína.

A rinite alérgica é uma doença crônica. Manifesta-se em quem tem predisposição genética. Leva o organismo a se defender dos alérgenos ambientais, como ácaros da poeira doméstica, pelos de gatos e cachorros, fungos, baratas e polens. Essas substâncias comuns em casa e no trabalho são inócuas para a maioria das pessoas; mas, quando inaladas por alguém que é alérgico, faz com que seu organismo produza anticorpos chamados IgE. Ao se fixar em determinadas células, tais substâncias, com a participação de diversos mediadores, desencadeiam a inflamação da mucosa do nariz.

O alergista precisa realizar uma investigação criteriosa sobre os hábitos do paciente e uma análise clínica. O paciente deve fazer também teste cutâneo de hipersensibilidade imediata com a técnica de puntura ou no sangue para se descobrir quais substâncias causam a alergia. Os remédios usados para aliviar e controlar a rinite são os descongestionantes tópicos nasais (usados por períodos curtos), os  antihistamínicos orais (associados ou não a descongestionantes orais), os antileucotrienos e os corticosteroides tópicos nasais. Há ainda as vacinas antialérgicas, tratamento de imunoterapia específica que dura três a cinco anos.

É importante o alergista verificar também se a rinite está associada a uma conjuntivite alérgica, que causa coceira, vermelhidão, lacrimejamento e fobia à luz, ou a uma sinusite, quando a secreção entope os seios paranasais, levando a cefaleia, coriza amarelada e tosse. Pode ainda vir associada a asma, inflamação nos ouvidos (otite), ou com hipertrofia de adenoide (respiração pela boca, ronco noturno, baba).

A higiene ambiental é importante para prevenir os sintomas da rinite alérgica. A casa deve ser limpa todo dia com pano úmido. E não se recomenda deixar, em especial no quarto, objetos que juntam pó. Edredons e capa de proteção no colchão e no travesseiro ajudam no controle dos ácaros. Os ambientes precisam receber sol e ventilação. É fundamental, enfim, que ninguém fume dentro de casa e no carro. Infelizmente, médicos e pacientes muitas vezes não dão o devido valor à rinite alérgica. Acreditam que se trata apenas de uma “gripe”, ou de uma “coceirinha”. Mas os desconfortos provocados pela doença diminuem muito a qualidade de vida do portador. Já o tratamento adequado melhora bastante esse quadro.