Revista CARAS
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARASSpotify Revista CARAS

Vai levar seu filho à praia? Veja recomendações de pediatras

Levar as crianças à praia é divertido, mas exige cuidados. Pediatras falam dos riscos de picadas de insetos, alimentos estragados, doenças transmitidas na areia e queimaduras provocadas pelo sol

CARAS Online Publicado em 07/01/2014, às 17h01 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Pediatras dão dicas para você proteger seu filho contra queimaduras do sol, insetos e alergias! Confira - Shutterstock
Pediatras dão dicas para você proteger seu filho contra queimaduras do sol, insetos e alergias! Confira - Shutterstock

Levar bebês e crianças para conhecer a praia é um dos momentos mais aguardados pelos pais. Mas é preciso estar atento ao sol, picadas de insetos e contato com bactérias presentes na areia e no mar. “Os responsáveis pela criança precisam tomar cuidado com a proteção solar, hidratação, alimentos estragados e fazer com que os pequenos andem sempre de chinelos”, diz Kerstin Taniguchi Abagge, presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Veja as principais recomendações de Abagge, de Alessandra Cavalcante, pediatra do Hospital São Luis, e de Fernando Freitas, pediatra especialista em dermatologia infantil:

Areia da praia

Segundo Abagge, “a areia da praia pode transmitir o bicho geográfico, causado pelas larvas de parasitas presentes nas fezes de cães e gatos”. Por isso, não permita que os pequenos pisem em objetos jogados na areia e coloquem as mãozinhas diretamente na boca.

Umidade e bactérias

Não deixe que as crianças fiquem muito tempo com a sunga ou o biquíni molhado. “O calor e a umidade favorecem a proliferação de bactérias e fungos. Recomendo lavar e secar bem as dobras e os espaços entre os dedos”, afirma Abagge.

Contato com o sol

“Crianças pequenas jamais devem ficar em contato direto com o sol. Passeie no calçadão antes das 10 horas ou após as 16 horas. Se ainda não for recomendado passar protetor solar, coloque boné e blusinhas mais fechadas”, diz Alessandra Cavalcante, pediatra do Hospital São Luis.

Após os seis meses de idade já é permitido aplicar protetores solares. “Eles possuem menos substâncias químicas que os de adulto e devem ser utilizados a cada duas horas e reaplicados após a entrada no mar. Sugiro, pelo menos, FPS 30”, afirma  Abagge.

+ Aprenda a cuidar da pele do bebê nos dias de calor

Queimaduras

Caso a criança fique com queimaduras de sol, existem maneiras caseiras de auxiliar no tratamento. “Indico as compressas frias com panos umedecidos de 10 a 15 minutos, algumas vezes ao dia. Outra alternativa interessante é o uso de maisena acrescentada à água do banho, que dá sensação de alívio aos pequenos. Hidratantes à base de água ou aloe vera, específicos para crianças, sempre ajudam no processo”, diz Fernando Freitas.

+ Confira dicas para proteger a pele, o ouvido e os olhos dos pequenos na praia

Alimentação e hidratação

Evite o consumo de enlatados ou lanches vendidos na praia. “Os alimentos podem estar contaminados ou não terem sido adequadamente armazenados. Prefira levar de casa algum lanchinho e dê bastante água”, diz Alessandra.

Alimentos leves também são recomendados. “Os alimentos ricos em proteínas e sais minerais são sempre necessários. Evite os que apresentam alto teor de gordura ou os muito condimentados, pois podem trazer prejuízos aos pequenos”, diz Freitas. O pediatra lembra que os pais devem priorizar frutas, grãos variados, além do leite, sendo o materno ou já o de caixinha, que são fontes de proteínas, fibras, cálcio e ferro.

Para crianças com idade acima de seis meses, a água de coco é indicada. “Ela traz inúmeros benefícios para os pequenos pois suas propriedades altamente hidratantes e repositórias, ricas fontes de potássio, sódio e fósforo, auxiliam no crescimento deles”, diz Freitas. Já para as crianças menores, o leite materno já supre todas as necessidades.

Picadas de insetos

Nunca aplique repelentes de insetos nas crianças menores de um ano, pois os componentes químicos presentes no produto podem causar alergias. “Os pais devem buscar alternativas, como colocar mosquiteiros no berço. E sempre prefira blusinhas com mangas”, diz Alessandra.

Caso as crianças maiores de um ano de idade manifestem alergia ao repelente, Freitas recomenda a suspensão imediata do produto e que os pais procurem um atendimento pediátrico e/ou dermatológico para reverter o quadro.

Para aproveitar a viagem sem sustos, sempre siga as orientações do pediatra. Lembre-se de dar bastante água para hidratar as crianças e passeie na praia em horários em que o sol é mais ameno. Observando esses cuidados, você proteje os pequenos e garante diversão - e tranquilidade - para toda a família.