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Bebê / Anuário

Tudo sobre o crescimento do seu filho

O desenvolvimento da criança deve ser analisado de acordo com as curvas de padrões de referência, mas sempre individualmente, pois fatores genéticos e externos atuam no processo

Redação Publicado em 12/09/2011, às 02h10 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

O crescimento do bebê, cuidado com as comparações - Shutterstock e Divulgação
O crescimento do bebê, cuidado com as comparações - Shutterstock e Divulgação

Quase toda mãe é acometida por um mesmo hábito: comparar o tamanho do seu filho com outras crianças, sempre questionando se o seu está normal. Essa comparação até faz sentido, pois de fato existe um padrão de referência para acompanhar o crescimento das crianças (veja tabela na página ao lado). Porém, como lembra Heiki Mori, neonatologista, a avaliação do crescimento deve ser específica para cada criança e feita pelo pediatra.

A maioria dos serviços de pediatria usa o padrão do National Center for Health Statistics (NCHS), dos Estados Unidos, que acompanha o peso, o comprimento e o perímetro cefálico (PC), em relação à idade em meses (até 48 meses) e anos (de 4 a 20 anos). Com base nesses dados, são estabelecidas as chamadas curvas de crescimento, tabuladas de acordo com a idade e o sexo, e com percentis consideradas dentro da normalidade entre P3 e P97.

Mas, afinal, que fatores influenciam o crescimento da criança até a vida adulta? Há dois tipos, segundo Heiki. “Os intrínsecos (geneticamente determinados, metabólicos e malformações) e os extrínsecos, dentre os quais se destacam a alimentação, a saúde, a higiene, a habitação e os cuidados gerais com a criança”, acrescenta o médico.

Como todos esses fatores variam de uma criança para outra, cada uma terá seu próprio desenvolvimento. O acompanhamento será baseado na curva de crescimento. Caso ela esteja no percentil próximo a P3, ele investigará os fatores extrínsecos e intrínsecos e, se for necessário, poderá encaminhar a criança para orientação de um endocrinologista pediátrico.

Um caso especial é observado em bebês nascidos prematuramente. Na maioria das vezes, eles atingem a curva dos que não são prematuros em até nove meses. Porém, aqueles que tiveram algum fator de restrição do crescimento intrauterino, muitas vezes não conseguem atingir as curvas, tanto no peso quanto no comprimento. É nesse momento que deve ser acionado o endocrinologista. Ao longo da infância, a família precisa manter uma rotina de visitas ao pediatra para acompanhar o crescimento. A primeira consulta deve acontecer no máximo entre dois e três dias após a alta da maternidade (bebês prematuros devem ser avaliados antes desse prazo). A frequência das avaliações seguintes será determinada pelo pediatra.

No segundo ano, o ideal é voltar ao consultório a cada dois meses, passando a um intervalo de três meses no terceiro ano e de quatro meses no quarto ano. Dos 5 aos 10 anos, recomendam-se consultas semestrais e, a partir dos 10 anos, uma consulta anual.

REGRA GERAL DO CRESCIMENTO

PESO
Após o nascimento, é normal que o recém-nascido tenha perda de peso em torno de 10%, recuperando-o com dez dias de vida
1º trimestre: engorda 25 g por dia
2º trimestre: engorda 20 g por dia
3º trimestre: engorda 15 g por dia
4º trimestre: engorda 10 g por dia

Com quatro a cinco meses, o bebê deverá ter dobrado de peso
1 ano: triplica o peso de nascimento
2 anos: quadruplica o peso de nascimento
A partir dos 2 anos, engorda 2,5 kg por ano
Na fase pré-escolar: engorda 2 kg por ano
Na fase escolar: engorda 3,5 kg por ano

COMPRIMENTO / ESTATURA
Nascimento: 50 cm
1º semestre: cresce 15 cm
2º semestre: cresce 10 cm
Segundo e terceiro ano: cresce 12 cm por ano
Aos 4 anos: atinge 1 metro
Pré-escolar: cresce de 6 a 8 cm por ano
Escolar: cresce 6 cm por ano
Adolescente: cresce 8 a 10 cm por ano

PERÍMETRO CEFÁLICO PC
Nascimento: 35 cm
1º trimestre: 2 cm por mês
2º trimestre: 1 cm por mês
2º semestre: 0,5 cm por mês
1 ano: aumenta 12 cm
2 anos: aumenta 2 cm
3 - 5 anos: atinge 49 a 51 cm
12 anos: atinge 53 a 54 cm