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Sono de criança: meninas que dormem em horários fixos têm QI maior

Estudo britânico prova que a hora em que as crianças vão dormir influencia sua capacidade de aprender. A pesquisa revela, ainda, que o QI de meninas com sono regular é maior. Confira

Ana Paula de Andrade Publicado em 17/07/2013, às 16h44 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Meninas que dormem em horários fixos têm QI maior - Shutterstock
Meninas que dormem em horários fixos têm QI maior - Shutterstock

Uma pesquisa conduzida por Yvonne Kelly, da University College de Londres, feita com 11 mil crianças, provou que a regularidade no horário de ir para a cama está intimamente relacionada a sua capacidade de aprender. E o mais interessante: que o sono regrado beneficiaria muito mais as meninas. O projeto, batizado de Millennium Cohort Study, examinou a relação entre os hábitos noturnos das crianças e suas habilidades cognitivas.

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As informações foram registradas quatro vezes: quando as crianças tinham nove meses, três anos, cinco anos e sete anos de idade. Além de perguntar se os horários de dormir durante a semana eram fixos, e se eram respeitados, os entrevistadores coletaram informações sobre as rotinas, situação econômica da família e outras questões, incluindo se as crianças ouviam histórias antes de dormir ou se havia televisão no quarto. As crianças de três, cinco e sete anos também fizeram testes de leitura, matemática, orientação espacial, e outros usados para estimar seu QI.

Os resultados mostraram que, se até os sete anos as crianças não adquiriram horários regulares para dormir à noite, sua capacidade cognitiva ficava comprometida. E meninas que tinham horário certo de ir para a cama marcavam entre oito e nove pontos a mais no teste de QI. Os meninos mostraram ser afetados apenas temporariamente: aos três anos de idade, os que não dormiam em horários certos tinham seis pontos a menos de QI do que os que dormiam, mas essa diferença desaparecia quando completavam 7 anos.

A equipe do estudo britânico diz que essa diferença entre os sexos ainda não tem explicação e que é necessária mais investigação para ser elucidada. A pesquisa foi publicada pelo Journal of Epidemiology and Community Health, e as informações são da revista The Economist.

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