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Hiperêmese gravídica: entenda doença que causa excesso de enjoos em Kate Middleton

Juliana Cazarine Publicado em 11/09/2014, às 15h25 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

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Príncipe William e Kate Middleton proíbem que os príncipes George e Charlotte tenham aparelhos eletrônicos - Getty Images
Príncipe William e Kate Middleton proíbem que os príncipes George e Charlotte tenham aparelhos eletrônicos - Getty Images

O anúncio da chegada de mais um herdeiro à realeza britânica veio acompanhado pela notícia de que Kate Middleton sofre de hiperêmese gravídica, uma doença que pode estar relacionada à deficiência de vitaminas, insuficiência de glândula adrenal (responsável por converter proteínas e gorduras em glicose) ou reação anormal à gonadotropina coriônica humana hCG (glicoproteína hormonal). A condição provoca excesso de enjoos durante a gravidez a ponto de prejudicar a saúde da mãe. “As náuseas e vômitos frequentes podem causar distúrbios nutricionais, metabólicos, perda de peso e desidratação”, diz Maurício Mendes Barbosa, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana.

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Estima-se que uma em cada 50 mulheres possa ter hiperêmese gravídica, mas a doença tem cura e pode não aparecer novamente no caso de uma nova gestação, mas exige acompanhamento médico e internação hospitalar. A mulher do príncipe William também teve hiperêmese gravídica na gestação de George e Charlotte. Mas os enjoos - infelizmente - fazem parte de quase toda gravidez, com menor intensidade em quem não sofre de hiperemêse. “Cerca de 70 a 80% das gestantes tem algum tipo de mal estar matinal”, diz Mendes Barbosa.

A causa do mal estar - que começa entre a quarta e a sexta semana - é atribuída ao aumento natural de hormônios durante a gestação. Portanto, não há como tomar medidas preventivas. A alternativa, nesse caso, é buscar maneiras de amenizar o incômodo. “A gestante pode fazer pequenas e frequentes refeições, sempre com alimentos com pouca gordura e com fibras, que melhoram o funcionamento do intestino”, afirma Eduardo Cordioli, coordenador médico obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. Os alimentos gelados também podem ser uma alternativa. “O sorvete pode diminuir o enjoo porque ajuda a fechar o esfíncter do estômago (responsável por manter o conteúdo dentro do órgão)”, completa.

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Outra sugestão é que a grávida identifique e evite o que causa mal estar. E caso o enjoo apareça, ela pode recorrer aos suplementos alimentares indicados por seu médico. “O uso de vitamina B6, principalmente no início da gestação, e antieméticos (medicamento) por via oral, além dos antiácidos, podem ajudar quando os simples enjoos ou vômitos matinais aparecerem”, afirma Mendes Barbosa.

Em geral, a pior fase dos enjoos acontece entre a 9ª e a 13ª semana. Mas eles terminam logo em seguida, a partir da 14ª semana ou até a 20ª. Mas não é uma regra. “Algumas grávidas podem persistir com os enjoos e vômitos durante toda a gravidez”, diz Cordioli. O mal estar, nesse caso, não apresenta riscos à futura mamãe. “O enjoo é normal e não tem relação com a quantidade de cabelo do bebê ou qualquer outro detalhe”, acrescenta.