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Festa do ultrassom é o novo chá de bebê entre mães americanas

Mães americanas contratam técnicos de ultrassom para festa que promete se juntar aos tradicionais chá de bebê e chá de fraldas na agenda dos futuros pais. Mas será que essa exposição pré-natal é saudável?

Ana Paula de Andrade Publicado em 06/02/2013, às 18h22 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

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O ultrassom da gestante virou tema para festas nos Estados Unidos e já divide espaço com o tradicional chá de bebê - Shutterstock
O ultrassom da gestante virou tema para festas nos Estados Unidos e já divide espaço com o tradicional chá de bebê - Shutterstock

Compartilhar imagens do ultrassom do bebê no Facebook já está se tornando coisa do passado. Pelo menos nos Estados Unidos, onde a moda agora são os curiosos “chás de ultrassom”. Para se ter uma ideia, técnicos de ultrassonografia cobram entre US$ 150 e US$ 300 (R$ 300 e R$ 600) para fazer a “performance” ao vivo na casa das gestantes, com família e amigos na plateia.

“Querer saber como o bebê será é um desejo normal. E o avanço da  medicina permite que se mate um pouco essa curiosidade. Mas para mostrar o ultrassom não precisa ter ‘plateia’, nem virar uma festa, bastam os familiares”, diz a psicóloga Adriana Takahashi. O “chá de ultrassom” faz parte da tendência de compartilhar cada vez mais informações sobre a gravidez e o bebê, potencializada principalmente pelas redes sociais. “A necessidade de estar em evidência é despertada nessas redes e algumas pessoas acabam se comportando de forma narcisista, sempre com o intuito de chamar a atenção”, diz a psicóloga.

E o fenômeno parece se inserir num contexto social ainda mais amplo, onde a fronteira entre público e privado, que antes era bem delimitada, hoje é tênue. No ano passado, por exemplo, festas para revelar o sexo da criança se tornaram hit entre os americanos. De acordo com a revista The New Yorker, em menos de seis meses, dois mil vídeos que registram esse tipo de “evento” foram postados no YouTube. “Os pais podem compartilhar com os amigos as travessuras de seu filho na internet, mas a ordem é sempre usar o bom senso e se questionar se o que estão fazendo é demais”, alerta Adriana.

As reflexões que surgem a partir dessa “onda” são pertinentes. Se durante a gestação o bebê já for extremamente exposto, o que acontecerá depois de seu nascimento? É realmente necessário compartilhar tudo o que acontece? A psicóloga lembra que a exposição exagerada pode, inclusive, colocar em risco a segurança das crianças. “Todo cuidado é pouco ao postar fotos e vídeos dos filhos, pois tais informações também podem ser visualizadas por desconhecidos, dependendo da configuração de privacidade da sua conta no Facebook, por exemplo”, diz.

Então, use o bom senso. Afinal, tudo que é demais acaba, no mínimo, colocando à prova a paciência de amigos e familiares. E você não vai querer ficar conhecida como a “mãe chata”, certo?