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Bento, o bebê do papai Mouhamed Harfouch

Orgulho do ator com a família

Roberta Escansette Publicado em 22/06/2017, às 10h17

Mouhamed embala o bebê com a música criada por ele, Bento Rebento, ao lado da primogênita, Ana Flor, e da mulher, Clarissa - Cadu Pilotto
Mouhamed embala o bebê com a música criada por ele, Bento Rebento, ao lado da primogênita, Ana Flor, e da mulher, Clarissa - Cadu Pilotto

Antes de nascer, Bento (3 meses) ganhou do pai, Mouhamed Harfouch (39), uma música de boas-vindas. A letra Bento Rebento virou o hit mais tocado na família e tem participação especial no vocal da irmã mais velha, Ana Flor (4). “A verdade é que eles são os protagonistas agora. Estou a serviço deles”, afirmou o ator, enquanto embalava o caçula observado pela mulher, a cerimonialista Clarissa Eyer (35), no Hotel Royal Tulip, Rio. “Quis ter mais um filho porque ele é participativo”, elogiou Clarissa, casada há oito anos. Em um raro momento de folga de Mouhamed, atualmente no ar em Malhação – Viva A Diferença, a família apresentou com exclusividade à CARAS, o novo membro, um garotinho risonho e cheio de dobrinhas. “Bento nasceu em um período fértil. Dizem que o bebê traz uma sacola de presentes e foi isso que aconteceu. Ele chegou no fim de uma filmagem e no início da novela”, festejou o ator, referindo-se ao longa Uma Pitada de Sorte, com Fabiana Karla (41), com estreia prevista para este ano. Mouhamed, que também é compositor, lançou o EP Flores Pisadas, e ainda planeja voltar ao teatro com um monólogo.

– Bento foi programado?

Mouhamed – É uma criança não programada, desejada e que a gente falou assim: vai ou não vai? O País nesta crise. Ao mesmo tempo, via a minha filha com quase 5 anos e não queria perder essa proximidade entre os irmãos. Ele foi feito no dia dos namorados de 2016. A única vez que nos permitimos arriscar.

– Foi um susto?

Mouhamed – Fiquei tão aliviado e feliz. Não tive que tomar essa decisão. Ele veio.

Clarissa – Sempre quis ter filhos. Namoramos uns 15 anos e estamos casados há oito. A gente já estava satisfeito com Ana Flor, mas achávamos que tanto para ela quanto para a gente acrescentaria mais um.

– Como tem sido a adaptação com o caçula?

Mouhamed – Brinco que estava com as duas máscaras do teatro em casa. A minha filha só ria e o meu filho só chorava. Ele vivia com cólica. Foi um terror. Parecia que tinha um alien na barriga dele. Inventei o ‘passo do Índio Pataxó’ e ia agachando com o Bento até o chão. Praticamente malhava glúteo e perna para tentar parar a dor dele. Ficamos muito amigos.

– Cansativo, não é?

Mouhamed – Trabalho vai dar sempre. A gente já estava com uma rotina estabilizada. E chegou um novo integrante, que não vem com manual. Mas me sinto mais jovem com tudo isso, saindo da zona de conforto. Perdi certos hábitos.

– Por exemplo?

Mouhamed – Na verdade, você troca o que é importante em sua vida. Amava futevôlei. A Ana Flor até ia me assistir jogando. Mas trabalho tanto. E o final de semana é para eles. Tenho certeza que o passeio de bicicleta, por exemplo, fica muito mais interessante para minha filha se estiver comigo. Tenho prazer em vê-la sorrindo, fazendo uma atividade em conjunto.

Clarissa – Ana Flor é muito parecida com Mouhamed tanto no temperamento quanto fisicamente. É muito lúdica, brincam muito juntos.

– A paternidade tem um sentido especial para você.

Mouhamed – Queria ser pai. Sou um cara de família. Desejo envelhecer rodeado deles. 

– Clarissa é seu contraponto?

Mouhamed – Nos damos muito bem. Sou mais caótico e ela é mais equilibrada. É meu ponto de equilíbrio e a Mulher Maravilha. Clarissa se revelou para mim a mulher que sou apaixonado, que amo e uma excelente mãe. Tento me doar por isso. Ela me dá força. Ela entende demais meu trabalho. Está comigo muito antes de fazer novela e de poder dar uma condição bacana. Já ralei muito como ator. Varri palco de teatro, trabalhei sem ganhar um real e Clarissa nunca me deixou desistir. E olha que cheguei a pensar nisso algumas vezes.

– Com duas crianças em casa, fica mais difícil o processo criativo para o Bóris de Malhação?

Mouhamed – Não sou um ator que compõe um personagem sentado em uma mesa. Estou de madrugada fazendo o Bento arrotar e, às vezes, vem uma ideia. Claro que fico mais cansado, mas compensa bastante.