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Bebê / Anuário

BEBÊ: Genética - Sangue do nosso sangue

Guia Pro Matre Paulista - O teste de tipagem sanguínea dos pais, com a análise do fator Rh, orienta a prevenção de uma eventual incompatibilidade com o sangue da mãe

Redação Publicado em 03/10/2012, às 10h48 - Atualizado em 11/06/2018, às 10h41

Anuário do bebê: Genética - Sangue do nosso sangue - Shutterstock
Anuário do bebê: Genética - Sangue do nosso sangue - Shutterstock

O ser humano possui quatro tipos sanguíneos: A, B, O ou AB. O mais comum na população é o tipo O, enquanto o mais raro é o tipo AB. Além da tipagem sanguínea, outro fator deve ser considerado quando se trata de sangue: o fator Rh. As pessoas que possuem uma proteína denominada antígeno D no sangue têm fator positivo (Rh+) e representam 85% da população mundial. Os 15% restantes não possuem essa proteína e têm fator negativo (Rh-). De forma bem simples, é possível prever o tipo sanguíneo e o fator Rh do bebê a partir da tipagem dos pais (ver tabela).

Uma situação que inspira cuidados especiais ocorre quando a gestante tem fator Rh negativo. Se o seu bebê, ainda na barriga, tiver sangue Rh positivo, há risco de ocorrer o que se chama incompatibilidade do fator Rh. “Caso o sangue do bebê entre em contato com a corrente sanguínea da mãe, o sistema imunológico da gestante pode ser sensibilizado contra o antígeno D e, em próximas gestações, há considerável chance de ocorrerem complicações”, explica Rodrigo Buzzini, obstetra. Normalmente, essa sensibilização não causa problemas na primeira gravidez, mas, em uma segunda gestação com feto Rh positivo, os anticorpos do sistema imunológico podem atravessar a placenta e atacar as células do sangue do bebê, provocando anemia, icterícia ou, nos casos mais graves, insuficiência cardíaca ou hepática na criança.

“Nos casos em que o pai tem pesquisa Rh negativo, não há risco de isoimunização e o pré-natal deve seguir rotina normal. Entretanto, naqueles resultados Rh positivos, há necessidade de exames regulares até o parto, além da realização de profilaxia antenatal na 28ª semana de gestação, com administração por via intramuscular de 250-300 microgramas de Imunoglobulina Anti-D”, explica o médico. Nos casos onde já existem anticorpos ao Rh+, o acompanhamento durante a gestação deve reunir equipe especializada de medicina fetal e obstetrícia, sendo necessária em alguns casos transfusão de sangue intra-útero e, naqueles mais graves, transfusão total de sangue ao nascer.”