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Bebê / Anuário

ANUÁRIO DO BEBÊ: Saúde bucal

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Redação Publicado em 14/09/2010, às 17h21 - Atualizado em 06/10/2010, às 18h19

Anuário do Bebê CARAS - Danielle Hamilton
Anuário do Bebê CARAS - Danielle Hamilton
Higiene e Saúde Bucal dos Pequenos Cuidar da saúde dos dentes de seu bebê, desde cedo, evita uma série de problemas no futuro. Os avanços na Medicina provaram a importância de se tratar mesmo os dentes de leite, que irão cair e dar lugar aos permanentes. A saúde bucal de uma criança começa ainda na gravidez - fato ainda ignorado por muitos pais. Afinal, durante a gravidez a mulher passa por uma série de alterações hormonais, que podem levá-la a mudanças de natureza odontológica. Por isso, cada vez mais os ginecologistas aconselham às futuras mamães a realizarem um pré-natal odontológico. Nesta hora, o melhor a fazer é procurar um Odontopediatra. Este profissional, que é responsável pela higiene bucal de bebês e crianças, também trata de gestantes, além de informá-las sobre os cuidados que deverão ter com seus bebês a partir do nascimento. Ele é importante por ser o primeiro contato com o crescimento, o desenvolvimento e a saúde bucal da criança. "Quanto mais cedo as crianças tiverem acompanhamento profissional, maiores as chances que ela tenha dentes saudáveis e bem posicionados, além de uma respiração nasal adequada", afirma a odontopediatra e consultora da Associação Brasileira de Odontologia, Silvia Chedid. Como escolher o profissional adequado? Apesar de muitos pais acharem mais fácil levar a criança a seu próprio dentista, em quem já confiam, o profissional escolhido deverá ser especializado no atendimento a bebês e crianças, para que possa avaliar corretamente as condições orais do bebê e estabelecer cuidados individuais para que esta criança cresça com plena saúde e desenvolvimento oral. "Também é importante que o Odontopediatra desenvolva vínculos afetivos com a criança", afirma a odontopediatra Lúcia Coutinho. Afinal, ele saberá lidar com o comportamento infantil, distinguindo choro da criança, que, muitas vezes, não é de dor, mas apenas irritação ou cansaço. Além de avaliar a criança e seu risco de desenvolver cáries, ele ensinará higiene bucal aos pequenos,orientará os hábitos dietéticos e incentivará a escovação. Para o professor de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da USP, Marcelo Bönecker,a melhor maneira de se escolher um profissional é através de indicação, seja por algum familiar ou do seu próprio dentista. A primeira visita ao dentista O ideal é que a criança passe por um profissional logo ao nascer, para que os pais recebam orientações sobre dieta, mastigação, higiene oral e uso de chupeta e mamadeira. O mais comum, no entanto, é que os pais levem seus filhos pela primeira vez ao dentista quando os primeiros dentinhos começam a aparecer, o que acontece por volta dos seis meses de vida. Normalmente, os dois dentes inferiores da frente são os primeiros a nascer, seguidos pelos dois de cima. O crescimento deverá estar completo até os dois ou três aninhos da criança, contabilizando 20 dentes, cinco em cada canto da boca. Os odontologistas recomendam levar os bebês de três em três meses, enquanto crianças e adolescentes devem visitar o dentista a cada seis meses, mas somente o profissional irá estabelecer o intervalo adequado. Este intervalo é o tempo ideal para detectar qualquer início de cárie e impedir sua evolução sem a necessidade de uma intervenção mais séria. Outra vantagem é acostumar a criança ao ambiente, aos profissionais e aos procedimentos. Uma criança que vai regularmente ao dentista se torna um adulto sem traumas! Cuidados com o bebê Apesar de muitos pais acharem necessário limpar as gengivas e a língua dos bebês, segundo o professor Marcelo Bönecker, não se trata de algo imprescindível. Isso porque o leite materno e, consequentemente, seus resíduos contêm agentes que ajudam a criar a defesa do bebê. Caso estes restos de leite gerem um hálito um pouco forte e os pais queiram limpá-lo, a melhor maneira é com uma gaze embebida em água morna. Assim que os dentes começam a nascer, a higienização, realizada com uma escova apropriada e sob supervisão dos pais, é imprescindível. O uso de pasta de dente fluoretada também é importante. Mas atenção: a quantidade deve ser pequena (o equivalente a um grão de arroz) e a criança não deve engoli-la. Portanto, lembre-se de manter o dentifrício fora de seu alcance.