CARAS Brasil
Busca
Facebook CARAS BrasilTwitter CARAS BrasilInstagram CARAS BrasilYoutube CARAS BrasilTiktok CARAS BrasilSpotify CARAS Brasil
Atualidades / ENTREVISTA

Isabel Teixeira celebra ser lembrada como Maria Bruaca: 'Que aconteça para sempre'

Em entrevista à CARAS Brasil, Isabel Teixeira comparou personagem com vilã de Elas por Elas e contou os projetos futuros para após a novela

por Mariana Arrudas

marrudas_colab@caras.com.br

Publicado em 16/02/2024, às 17h00 - Atualizado em 23/02/2024, às 16h05

WhatsAppFacebookTwitterFlipboardGmail
A atriz Isabel Teixeira - Foto: Jorge Bispo
A atriz Isabel Teixeira - Foto: Jorge Bispo

Simples. É com essa palavra de sete letras que Isabel Teixeira (50) define seu jeito de ser. No ar como Helena, de Elas por Elas, a atriz vive seu primeiro folhetim após ter encantado o público com Maria Bruaca, e garante não ter problema em ser reconhecida como a personagem de Pantanal (2022).

"Espero que seja eterno enquanto eu dure", diz Isabel Teixeira, em entrevista à CARAS Brasil. "Quando sou reconhecida pela Maria Bruaca, acho bonito porque fui a mensageira de uma personagem que estava escrita no papel, e as pessoas a reverenciam. Tomara que isso aconteça para sempre."

A artista diz que Bruaca a pegou de jeito na época do remake de Bruno Luperi (36), e afirma que o mesmo acontece com Helena, vilã de Elas por Elas, porém, em um lugar diferente. Para ela, a trama das 18h a desenvolveu na criação da personagem, diferente da simplicidade que encontrou com Pantanal.

Leia também: Isabel Teixeira diz que Elas por Elas ajudará as mulheres a entender feminismo

"Sou uma pessoa muito simples e tenho uma vida muito simples. Minha natureza, desde que eu nasci, é mais quieta, para dentro. Não tenho carro, adoro andar na rua, me misturar e ter esse contato com a vida cotidiana. O que essa personagem me deu está para sempre no meu coração."

Agora, Teixeira se encontra mergulhada na maratona das gravações para a trama das 18 horas —que entra em sua reta final. Vivendo na ponte-aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo, ela diz que pretende continuar nas novelas, mas, antes, irá se dedicar a outros projetos.

Foto: Jorge Bispo
Foto: Jorge Bispo

Dona de uma editora desde os 17 anos, ela pretende lançar seu primeiro livro, Avelã, em abril. Além de tê-lo escrito, ela fez a diagramação, ilustrações e irá encaderná-los, o que fará com que a produção não tenha uma tiragem tão alta. Ela também trabalha em conjunto com a Super Sônica, editora de áudio livros, para fazer a leitura da obra de Annie Ernaux (83), professora e escritora francesa.

Além disso, a artista também fará seu primeiro trabalho no cinema em O Peso do Pássaro Morto, longa-metragem inspirado no livro homônimo de Aline Bei (36), e produz uma peça de teatro. "Terminando essa novela, eu quero dar um tempo porque eu pretendo fazer outras, mas como é uma maratona, preciso parar, esperar e fazer outras coisas."

Abaixo, Isabel Teixeira comenta mais sobre sua relação com Helena, de Elas por Elas, sua relação com as redes sociais e a recente retirada das mamas, após a descoberta da síndrome de Li-Fraumeni. Confira trechos editados da conversa.


Como está sendo interpretar Helena, a vilã de Elas por Elas?
Ela está muito distante de mim, assim como a Maria Bruaca estava. Eu, como atriz criadora, construo a partir do papel. Antes de ser uma personagem interpretada por mim, Helena é letra em papel. Durante esses 40 anos de carreira, fui desenvolvendo técnicas que me ajudaram a fazer essa criação de personagem. Para mim é um eterno caminhar à beira de um abismo, eu nunca sei o que vai acontecer no próximo bloco. Eu não sei qual o destino final dessa jornada, isso me move. É uma rotina de trabalho bem puxada, meu corpo vai se adaptando à maratona da novela. Sou simplesmente uma trabalhadora que preza e honra seu ofício. 

Você divide o papel com Fernanda Lasevitch, repetindo a parceria de Amor de Mãe. Como foi esse reencontro?
Eu tenho tido tanta sorte, o set é um lugar em que eu me sinto tão bem e feliz. O trabalho é feito junto. Estou torcendo para que eu viva muito mais esse dia a dia.

Como tem sido lidar com as redes sociais desde 2022, quando o Brasil inteiro se apaixonou pelo seu trabalho em Pantanal? Muita coisa mudou desde então?
Quando as redes sociais começaram no país, eu estava. Eu me lembro do meu primeiro computador, de quando eu entendi o que era internet. Eu não nasci com essa realidade já instaurada, vi ela chegando e sempre quis participar. Gosto muito das redes, mas uso com parcimônia. Tenho um ponto que deixo atento porque precisamos entender que a rede não é a realidade. Gosto de andar na rua, olhar no olho das pessoas. Não faço a realidade do mundo nas redes. Elas fazem parte da realidade e, com outros fatores, compõem essa realidade. Eu sou média atuante nas redes. Nesse momento, como eu estou gravando muito, não é uma prioridade para mim alimentar meu Instagram. Meu trabalho não é ali, é um reflexo. Eu tento responder todo mundo quando dá, agora não tem dado. Queria eu poder ter mais tempo para dar atenção a cada mensagem e comentário.

Você esperava toda a repercussão que sua entrevista em que você falou sobre a retirada das mamas teve?
Eu esperava sim uma repercussão e queria muito colaborar mais com essa situação. A experiência é um lugar muito forte. Antes de eu fazer a cirurgia eu quis ouvir, porque me dava força. Não é uma questão só minha, para muitas mulheres é um momento difícil. E é mesmo. Não é um problema meu, uma situação minha. É uma situação em que podemos nos unir com pessoas que nem conhecemos, para ser uma referência para uma pessoa que esteja perdida na dor. Eu busquei referências, fui falar com mulheres que já tinham passado por isso. Isso é uma rede social que muito me interessa. 

Qual a importância de ter falado sobre a sua descoberta da síndrome Li-Fraumeni?
A descoberta dessa mutação genética é relativamente recente. É de extrema importância isso. A divulgação dessa síndrome específica e a instrumentalização de como lidar com isso deveriam estar acessíveis a todo mundo. Prevenção e qualidade de vida também é cura, e nesse caso, a prevenção é grande parte da cura. Acho que o acesso a essa informação deveria ser público, primeiro o exame e depois como conviver com isso. Quando eu falo sobre a síndrome também estou abrindo uma questão que não é só minha. Queria ter falado antes, mas achei que aquele momento foi muito bom, e ainda falaria mais e mais, com gente especializada do meu lado.