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Atualidades / RESPONSABILIDADE SOCIAL

Especialista explica por que influenciadores estão errando com a tragédia no RS

Em entrevista à CARAS Brasil, a advogada Maria Eduarda Amaral, especializada em Direito Digital, aponta os principais erros e indica cuidados

Davi faz trabalho voluntário no Rio Grande do Sul - Reprodução/Instagram
Davi faz trabalho voluntário no Rio Grande do Sul - Reprodução/Instagram

A tragédia no Rio Grande do Sul por conta das fortes chuvas que causaram enchentes e destruição por todo o estado, continua sensibilizando dezenas de famosos e influenciadores digitais, que reforçam o apoio às vitimas que perderam, praticamente, tudo. Mas essa ajuda não tem sido vista com bons olhos por algumas pessoas, que insistem em exigir prestações de contas, no caso de arrecadações em dinheiro, e disseminação de fake news “para viralizar nas redes sociais”.

Em entrevista à CARAS Brasil, a advogada Maria Eduarda Amaral, especializada em Direito Digital responde a questão: por que influenciadores estão errando com a tragédia no Sul?

Ela, então, aponta os principais erros: “Divulgar fake news e se direcionar aos locais afetados. A presença de pessoas públicas em locais de tragédia afeta toda a estrutura de resgate e socorro, os influenciadores não são preparados para lidar com tragédias, irão ocupar espaços em barcos de resgate destinado as pessoas, mobilizar segurança pública para garantir sua integridade física nos locais que visitarem, causam tumulto em abrigos e pontos de doação ao encontrarem seu público. Não há nada que eles façam no local, que não possa ser feito a distância, incentivando as pessoas a doarem, movimentando marcas para fornecer ajuda e informando seu público corretamente”.

Para Maria Eduarda, usar a influência para se posicionar nesses momentos é essencial, o influenciador pode usar sua voz para trazer mais atenção aos acontecimentos. “Desde que usando notícias com embasamento, e incentivar que se mobilizem a ajudar. Além disso, cria uma conexão muito maior com seu público, pois podem ter pessoas afetadas que os acompanham e sentirão esse acolhimento de uma pessoa pública e que admiram”, ressalta.

Sobre qual melhor atitude para ações de publicidade neste período, a advogada destaca: “Evitar, em um primeiro momento, a veiculação de conteúdos que podem ser adiados. É uma situação muito sensível a nível nacional, a população está aflita com a tragédia, não é o momento para desviar a atenção do público de notícias importantes e pedidos de ajuda com uma publicidade”, diz.

Para finalizar, Maria Eduarda indica quais cuidados devem ser tomados. “Divulgar informações corretas, principalmente quando se tratarem de doações em dinheiro, investigar quem está recebendo valores, se há prestação de contas, se não se trata de um golpe, e, havendo arrecadação própria, destinar as pessoas corretas e prestar contas desses valores”, fala.