Revista CARAS
Busca
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARASSpotify Revista CARAS
Atualidades / DIFICULDADES

Domingos em Fuzuê, ator relembra dificuldades na TV: 'Preconceito racial'

Em entrevista à CARAS Brasil, ator de Fuzuê relembrou trajetória de quase trinta anos em novelas

Deo Garcez vive Domingos em Fuzuê - Foto: Manoella Mello/TV Globo
Deo Garcez vive Domingos em Fuzuê - Foto: Manoella Mello/TV Globo

Deo Garcez (56), que construiu uma longa carreira na televisão, interpreta o personagem Domingos na nova trama Fuzuê, que estreou na Globo na última segunda-feira, 14. Em entrevista à CARAS Brasil, o ator relembrou sua trajetória de quase trinta anos em novelas e ainda entregou dificuldades ao longo do caminho profissional: "Preconceito racial".

"Minha trajetória de ator começou muito cedo, aos 11 anos, em São Luís, cidade onde nasci. Enfrentei as dificuldades naturais da carreira e o preconceito racial sem nunca me desmotivar por isso. Morei anos em Brasília, onde fiz duas faculdades de teatro, formado como ator e professor de teatro, tendo sido aluno da genial Dulcina de Moraes", compartilhou o ator de Fuzuê.

"Minha paixão sempre foi mesmo a arte de interpretar, inspirado em grandes artistas como a própria Dulcina, Milton Gonçalves, Grande Otelo, Ruth de Souza, Fernanda Montenegro e também na rica cultura maranhense. Valeu a pena tanto esforço!", acrescentou Deo Garcez.

Com sua estreia em novelas em Xica da Silva, de 1996, da extinta TV Manchete, o ator viveu o papel de Paulo Courano, que destacou como um de seus personagens mais marcantes: "Me lembro que entrei para essa novela através de teste também, concorrendo com cerca de 150 atores. Ser escolhido pelo diretor geral Walter Avancini, foi como se eu tivesse ganhado na loteria".

Leia também: Saiba quanto custa o macacão de Preciosa, nova personagem de Marina Ruy Barbosa

Deo Garcez ainda refletiu sobre as mudanças na sua carreira ao longo de sua trajetória: "Já interpretei na TV personagens bastante diversificados, como escravizados, professor, médico, delegado, advogado e juiz. Para nós, atores negros, [a carreira artística] mudou de forma significativa. Hoje, temos maiores oportunidades em termos quantitativos e qualitativos de personagens, algo notável em nossas novelas, ainda bem! E isso deve ser naturalizado para todos, agora e sempre".