Revista CARAS
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARASSpotify Revista CARAS

Carlos Alberto de Nóbrega chora a morte de Jô Soares: 'Maior gênio'

Carlos Alberto de Nóbrega não segura as lágrimas ao gravar vídeo de despedida para Jô Soares

CARAS Digital Publicado em 05/08/2022, às 20h38

Carlos Alberto de Nóbrega fica emocionado ao falar sobre Jô Soares - Foto: Reprodução / Instagram
Carlos Alberto de Nóbrega fica emocionado ao falar sobre Jô Soares - Foto: Reprodução / Instagram

O apresentador Carlos Alberto de Nóbrega comoveu os seguidores ao gravar um vídeo de despedida para o apresentador e humorista Jô Soares. Nas imagens, ele chorou ao relembrar a relação deles.

Ele começou contando que não quis dar entrevistas ao longo do dia para só de pronunciar em um único vídeo. "Quero que vocês entendam uma coisa: eu fiz uma troca, eu troquei as dezenas de pedido de entrevista pelo silêncio. Eu queria que o meu choro fosse só meu, porque a vida não é só o sucesso, não é só o dinheiro, é o que a gente planta, são as amizades que a gente tem", desabafou. "Eu chorei a morte do maior gênio que surgiu na televisão brasileira. Não conheci ninguém mais culto do que o Jô. Não conheci", declarou. 

Então, ele relembrou momentos que viveram juntos. "Eu chorei o amigo, eu chorei que me lembrei de quando nós compramos um carro, e o carro do Jô pegou fogo e o meu veio quebrado. Nós tínhamos 20 e poucos anos e falei 'Jô;, vou devolver esse carro e se ele não aceitar eu vou dar uma surra nesse cara'. E sabe o que o Jô falou? 'Sabe o que eu vou fazer, como eu não sei brigar, eu vou sentar em cima dele', ele tinha 150 quilos naquela época. Eu chorei pela ditadura, que não permitia que se lessem determinados livros que eles queimavam. E várias vezes eu estava na casa do Jô, telefonava, 'olha os homens estão procurando livros', eu tinha um carro com porta-malas grande, eu coloca os livros, no meu caro, que ficava na porta levava meu carro pro estacionamento. Dias depois trazia os livros de volta. Chorei coisas que a televisão nunca viu. A simplicidade, o respeito que o gênio tinha por um redator que estava começando. Nós nunca disputamos uma liderança", declarou. 

Por fim, ele contou: "Só que a vida nos separou. Na Globo, quando eu não tinha mais o lugar que eu achava que eu deveria ter nos Trapalhões, eu fui pedir para trabalhar com ele, mas não me deixaram., Eu saí e vim pro Silvio Santos. Uma das primeiras coisas que eu fiz quando assumi a direção artística foi chamar o Jô para trabalhar comigo, 'Você teria coragem de ir  trabalhar no SBT?' Ele falou 'o dinheiro do Silvio é igual o do Roberto Marinho, se ele me der uma chance de fazer uma entrevista'. Nunca falei isso para ninguém".

Assista ao vídeo de Carlos Alberto de Nóbrega: