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Victor Fasano sobre ‘Barriga de Aluguel’: ‘Ainda é um tema polêmico’

Victor Fasano, protagonista da novela ‘Barriga de Aluguel’ – que após 20 anos está sendo reprisada no Canal Viva – recorda da polêmica e das cenas difíceis que enfrentou em seu primeiro papel para as telinhas

Redação Publicado em 20/12/2011, às 11h27 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

Victor Fasano e Cássia Kis Magro em 'Barriga de Aluguel' - Canal Viva/ Divulgação
Victor Fasano e Cássia Kis Magro em 'Barriga de Aluguel' - Canal Viva/ Divulgação

Em seu primeiro papel na televisão, Victor Fasano (53) recebeu uma tarefa nada fácil. Ator ainda em fase de amadurecimento, ele teve que encarar um personagem protagonista em uma trama de grande audiência: Barriga de Aluguel, de 1990, cujo tema era polêmico e consistia em cenas difíceis até mesmo para atores que possuiam anos de televisão.“Foi um trabalho muito importante em minha carreira, em minha história”, definiu em conversa com a CARAS Online. “Trabalhei com gente grande, como Cássia Kis Magro, Cláudia Abreu, Eri Johnson; a direção era do Wolf Maya. Foi uma troca de experiência profissional muito importante para mim naquela época”, disse.

“A novela que fez um sucesso enorme; bateu recorde de audiência e, por conta disso, chegou a ser estendida. Gravamos mais capítulos”, recordou o ator. “Acredito que boa parte dessa audiência veio por conta do assunto polêmico que tratamos”, completou. “Se a questão da reprodução humana permanece uma polêmica até hoje, imagine há vinte anos, quando a novela foi ao ar”. 

Na trama, que atualmente é reprisada pelo Canal Viva, Fasano dava vida ao Zeca, rapaz que sonhava com a possibilidade de ter filhos mas, por conta das dificuldades de sua esposa, Ana (Cássia Kis Magro) em gerar uma criança, ele recorreu a uma barriga de aluguel, engravidando Clara (Cláudia Abreu). A maternidade de substituição, um tema ainda polêmico no Brasil da época, e as cenas difíceis de relacionamento entre seres humanos representaram um dos maiores desafios da carreira de Victor que, mesmo com pouca experiência, decidiu enfrentar o que viria pela frente.

“Eu tive cenas muito difíceis, muito emocionantes. Naquela época, eu estava aprendendo o ofício de ator e, por conta disso, era complicado segurar toda a emoção”, explicou. Victor lembrou ainda que teve muita ajuda do diretor Wolf Maia nessa fase de compreensão cênica. “Ele teve uma paciência incrível comigo. Disse que eu podia chorar, podia sentir. Estava certo fazer isso, porque as cenas eram realmente muito dolorosas”, concluiu.