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Top Gisele Bündchen faz expedição ao Quênia

Na primeira missão como embaixadora da onu, ela alerta sobre questões ambientais

Redação Publicado em 24/01/2012, às 12h38 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

No país africano, Gisele vai a centro de proteção de girafas e se diverte com os animais - Celebrity Agency
No país africano, Gisele vai a centro de proteção de girafas e se diverte com os animais - Celebrity Agency

Enquanto as semanas de moda, carioca e paulistana, agitavam o universo fashion brasileiro, Gisele Bündchen (31) se dedicava a uma causa nobre. Em visita ao Quênia, na África, a übermodel mergulhou na realidade de comunidades carentes e se comoveu com o cenário que encontrou. “É a primeira vez que venho ao país, e conhecer esses locais me ajudou a ver quanta coisa precisa ser mudada no mundo. Presenciei o dia a dia de pessoas que vivem em condições precárias e me senti pequena diante de tal situação”, desabafa a gaúcha, que além de participar de conferência sobre o uso sustentável de energia elétrica, incluiu no tour paradas na capital, Nairóbi, e em Kibera, maior favela do continente africano.

Em sua primeira missão como embaixadora da Boa Vontade pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente — UNEP, sigla em inglês —, por onde passou Gisele fez o alerta sobre a importância da preservação do planeta. “Boa parte da energia consumida em minha casa é gerada por painéis solares. Além disso, uso lâmpadas mais eficientes e econômicas. Qualquer pequeno cuidado no dia a dia para não desperdiçar energia é importante”, fala ela, radicada em Boston com o filho, Benjamin (2), e o amado, o astro do futebol americano Tom Brady (34).

Os valores que a top transmitiu aos quenianos também são adotados na educação do herdeiro. “Ele aprende brincando, seja com livros ou jogos. Estar em contato com a natureza também é importante e acredito que a melhor maneira de ensinar é dando o exemplo”, conta Gisele, que estende os ensinamentos ao enteado, John (5). “Os meninos têm uma relação de cumplicidade e, como todo caçula, Benjamin admira muito o seu irmão”, revela a beldade.

– Como concilia a vida familiar com os trabalhos?

– A minha família vem em primeiro lugar e o trabalho faz parte da minha vida. Tento conciliar da melhor maneira possível, sempre procurando um equilíbrio. Espero que no futuro possa, cada vez mais, conciliar o trabalho com meus valores e ideais. Tenho vários sonhos e trabalharei para torná-los realidade.

– E você já procura ensinar esses valores a Benjamin?

– As crianças de hoje vão crescer em um ambiente com mais acesso a informação e irão aprender desde pequenas a importância de cuidar do planeta. Assim como eu, Tom também faz o melhor para ser um exemplo para o Benjamin.

– Pensam em ter mais filhos?

– Adoraríamos ter mais filhos no futuro. A criança que vier vai ser muito amada e bem-vinda.

– O que destaca da viagem?

– Eu tive a grande oportunidade de visitar diferentes lugares, aprender mais sobre as diversas realidades e ver de perto o quanto a falta de energia afeta este país. Para mim, é inimaginável que, em pleno século 21, mais de 1,3 bilhão de pessoas não tenham acesso à energia elétrica.

– Como foi vivenciar uma realidade tão distante da sua?

– Conhecer de perto a dura realidade do povo africano me deu ainda mais força para continuar fazendo o que estiver ao meu al cance para ajudar a tornar o mundo melhor e mais justo.

– Você participou de uma coleta de lenha, como foi?

– A rotina dessas mulheres é dura e as oportunidades são limitadas. A maior parte do dia delas é focado apenas em sobreviver. Foi importante para mim poder ajudar o grupo a coletar e carregar a lenha, pois pude sentir na pele, mesmo que só por um dia, um pouco do que elas enfrentam diariamente.

– Tais diferenças obrigam a refletir sobre a humanidade?

– Precisamos rever alguns valores, sim, e nos voltarmos para dentro de nós mesmos para entender o que é realmente importante na vida. Seja na África, no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo, há pessoas vivendo em condições mínimas de sobrevivência e elas precisam de ajuda.

– Como foi o contato com os animais locais? Sentiu medo?

– Visitei um centro de proteção às girafas e um abrigo para elefantes órfãos. Foi incrível ver que animais tão grandes e, aparentemente tão perigosos, podem ser dóceis e amáveis. Ouvi algumas histórias tristes, como a de elefantinhos que perdem suas mães, mortas por causa do contrabando de marfim que é utilizado como artigo de decoração. Mas também foi fascinante ver como os elefantes mais velhos cuidam e protegem os menores. A natureza é sábia e temos muito o que aprender com ela.

– Qual o maior aprendizado que trouxe da viagem?

– Precisamos sair da bolha em que vivemos e despertar para o mundo. Há poucas pessoas privilegiadas como nós e precisamos olhar ao redor e ajudar a mudar a situação daqueles que não tiveram as mesmas oportunidades. Fiquei esperançosa de ver que, em cada uma das comunidades que visitei, havia líderes que estão se mobilizando para mudar a situação em que vivem. Percebi o grande orgulho que essas pessoas têm de pertencer à comunidade e ajudar a melhorar a realidade.

– O fato de ser uma pessoa pública aumenta a sua responsabilidade com a questão?

– Sinto esta responsabilidade, pois acredito que, se as pessoas tiverem a informação, elas poderão agir de forma mais consciente e ajudar a mudar a realidade do mundo. Afinal, estamos todos juntos nessa jornada. Esse é o nosso planeta e, juntos, podemos criar uma nova realidade.

– E como contribuir de forma efetiva para essas mudanças?

– O primeiro passo é procurar informação para poder ter atitudes mais conscientes. Não desperdiçar energia e água, além de reciclar materiais. É a velha história da andor inha que, sozinha, tentava apagar um incêndio na floresta e, assim, despertou a curiosidade dos outros pássaros, que passaram a ajudá-la. Cada pessoa representa uma gota d’água e, se cada um fizer a sua parte, faremos a diferença no mundo.

– O que espera de 2012?

– Que seja um ano de mudanças, que possamos abrir nossos corações e caminhar juntos na busca de um futuro melhor.