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Hérnia de disco pode ser tratada com uma cirurgia menos agressiva

por Rodrigo Junqueira Nicolau* Publicado em 05/07/2010, às 14h10 - Atualizado às 14h11

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Hérnia de disco pode ser tratada com uma cirurgia menos agressiva
Hérnia de disco pode ser tratada com uma cirurgia menos agressiva
Há dois tipos de pessoas: as que têm dor nas costas e as que vão ter. Dados do IBGE revelam que 5,4 milhões de brasileiros são acometidos por esse mal. Mas a maioria não sabe que boa parte dessas dores é causada pela hérnia de disco, uma deformação dos discos que amortecem o impacto entre as vértebras da coluna, que, quando sobrecarregados, alteram sua forma, pressionando e inflamando os nervos. O surgimento da hérnia de disco está relacionado ao sedentarismo, ao tabagismo, ao sobrepeso, à má postura e à tensão do dia a dia. Por isso, realizar atividade física é a melhor forma de prevenir esse tipo de hérnia. Músculos mais firmes ajudam na sustentação da coluna, que não precisa segurar sozinha o peso do corpo. Apesar de esse mal ser encontrado cada vez mais em jovens por conta do modo de vida atual e do aumento do sedentarismo, a idade média de quem sofre de hérnia de disco está na faixa de 30 a 50 anos. Pesquisas mostram também que existe uma predisposição genética para a doença. A boa notícia é que, em 90% dos casos, os problemas da coluna são controlados só com exercícios físicos, fisioterapia e remédios. Os 10% restantes são submetidos a tratamento contra a dor e, caso não melhorem, fazem cirurgia, que deve ser sempre a última opção. As cirurgias minimamente invasivas são as mais recomendáveis hoje, porque são menos traumáticas. Uma delas é a endoscópica - criada no Japão e aperfeiçoada na Coreia do Sul e nos Estados Unidos -, que venho aplicando no Brasil. Consiste de um corte de 0,7 milímetro, sob anestesia local, pelo qual introduzo uma câmera e o equipamento para retirar a parte do disco que pressiona o nervo. A cirurgia dura uma a duas horas e o paciente volta para casa no mesmo dia ou no dia seguinte. Pelo procedimento convencional, além de a incisão ser maior, é preciso cortar ossos e muito mais músculos, o que às vezes torna a coluna instável. Ao se corrigir isso com a fixação de pinos e parafusos pode-se vir a criar problemas em outras articulações. Hoje, 80% das operações podem ser feitas sem tais implantes. A cirurgia minimamente invasiva tem o mesmo objetivo da convencional, mas é mais precisa, machucando menos o que não está doente. Além disso, diminui o risco de infecção, pelo fato de não requer internação do paciente em UTI, e o sangramento é bem menor. É fundamental, porém, que a pessoa mude os hábitos que levaram à formação da hérnia, do contrário ela pode voltar ou até progredir. Se não tratada, em alguns casos pode causar diminuição de força na perna, perda de funções do nervo afetado, sensação contínua de formigamento e mesmo incontinência urinária. É preciso saber identificar a hérnia e diferenciá-la de outras doenças, cuja dor pode ser confundida, por exemplo, com pedra nos rins ou na vesícula. A dor na coluna tende a se manifestar em especial quando a pessoa faz algum movimento. No livro Tudo Que Você Precisa Saber sobre Dor nas Costas - disponível para download gratuito em www.colunare.com/livro -, dou dicas sobre como se pode manter a coluna saudável, qual a melhor posição para dormir e para sentar-se ao computador, que atividades físicas ajudam a evitar problemas na coluna e os tratamentos mais indicados para as doenças que a atingem.