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Câncer de estômago é o segundo em número de óbitos no Brasil

por Alexandre Sakano* Publicado em 21/06/2010, às 19h45 - Atualizado às 19h47

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Câncer de estômago é o segundo em número de óbitos no Brasil
Câncer de estômago é o segundo em número de óbitos no Brasil
O câncer de estômago é o terceiro mais comum no país - superado pelo de pulmão e pelos ginecológicos, isto é, de mama e ovário - e o segundo entre os que mais matam, após o de pulmão. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), ocorrem no país 21000 casos novos todo ano, com cerca de 12000 óbitos. A doença manifesta-se em homens e mulheres. Pode surgir a qualquer momento da vida, mas é mais comum a partir dos 50 anos. Pode formar-se em todo o órgão, porém é mais freqüente na porção final, chamada antro, onde se acumulam mais alimentos, ácidos e suco gástrico, agredindo os tecidos e favorecendo a formação do câncer. Os tipos mais comuns são o adenocarcinoma e o tumor estromal, conhecido também como gist (gastrintestinal stromal tumor). O adenocarcinoma é o mais agressivo, ou seja, desenvolve-se e dá metástase rapidamente. Já o gist cresce devagar, porém também pode dar metástase. O câncer de estômago pode aparecer em quem tem predisposição genética ou resultar de fatores ambientais como o consumo demasiado de sal e de alimentos defumados ou que tenham corantes, conservantes e outras substâncias químicas; dieta pobre em frutas, verduras e legumes e rica em gorduras animais; tabagismo; e ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. Sabe-se hoje que o estresse, a obesidade e o sedentarismo favorecem a formação desse tumor. O grande problema é que, na fase inicial, em geral o câncer de estômago não produz sintomas, porque o órgão é grande e elástico. Muitas vezes eles só aparecem quando a doença já avançou. Os principais são: sensação de empachamento mesmo ao comer pouco; dor; fezes escuras em consequência de sangramentos; e vômitos, às vezes com sangue. À medida que o tumor cresce, o portador pode apresentar também emagrecimento, indisposição, fraqueza e anemia, em decorrência da deficiência na absorção de nutrientes. Mas você pode baixar o risco de desenvolver câncer de estômago com algumas medidas básicas. Não consuma bebidas alcoólicas em excesso nem fume. Diminua o consumo de sal e de alimentos industrializados. Adote hábitos alimentares saudáveis, ou seja, aumente o consumo de verduras, frutas e legumes e diminua o dos ricos em gordura animal. Controle o peso e o estresse. Faça atividade física regularmente. Pessoas com história da doença na família, de outro lado, devem fazer também endoscopia a partir dos 40 anos. Quem não tem histórico familiar deve fazer o exame a partir dos 50 anos. Pessoas com incômodos estomacais persistentes devem consultar logo um médico e fazer endoscopia. Câncer de estômago que é descoberto no início tem mais de 98% de chance de cura. Mas, se diagnosticado tardiamente, a possibilidade de cura cai bastante. O tratamento inicial é sempre cirúrgico. No caso do adenocarcinoma, dependendo do estágio em que se encontra, retira-se parte do órgão ou todo ele e se passa para uma fase de observação. Só nos casos avançados se faz quimioterapia, mas os resultados são ruins. Quando se trata de tumor estromal, ou gist, também se retira parte do estômago. Para os casos avançados ou com alto risco de a doença voltar, há remédios, na forma de comprimidos, como o mesilato de imatinibe, que "reconhecem" as células tumorais e agem apenas sobre elas, com boa eficácia e baixa incidência de efeitos colaterais.