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Quem vai fazer academia sempre precisa consultar antes um médico

por <b>Rogério Teixeira da Silva</b>* Publicado em 12/11/2008, às 16h20 - Atualizado em 25/06/2010, às 18h01

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E difícios de moradia ou comerciais vêm montando academias de ginástica completas, até sofisticadas. Ótimo que o acesso às atividades físicas se amplie no país. Afinal, elas fazem bem. Mas, como as atividades de tais academias ainda não foram regulamentadas nem são fiscalizadas e na maioria delas os usuários não contam com o acompanhamento de profissionais, é maior o risco de terem lesões e doenças ao se exercitar. Com isso, aumenta a responsabilidade do Corpo Diretivo dos condomínios, dos pais e dos usuários. Ao Corpo Diretivo cabe contratar empresa especializada séria para fazer a conservação do equipamento, evitando que o desgaste ponha em risco a saúde dos usuários. Já o papel dos pais é não permitir que filhos menores se utilizem dos aparelhos sem supervisão especializada. As academias, é bom ter isso em conta, se destinam a adultos. Crianças não podem se exercitar nelas e adolescentes, que ainda estão em crescimento, só por indicação e com acompanhamento especializado. Isso se deve ao fato de que, até por volta dos 17 anos, no caso da mulher, e dos 18, no do homem, as cartilagens ainda estão se transformando em osso ao redor das articulações. E ficam mais suscetíveis a doenças como inflamações. Também ligamentos e tendões, nessa fase, se inflamam fácil se submetidos a atividades físicas excessivas. Se a inflamação aparece e o adolescente continua a forçar as articulações, pode se tornar crônica. Ossos em formação, quando sobrecarregados por exercícios físicos, ficam igualmente mais sujeitos a doenças. Adultos, de outro lado, sobretudo sedentários, antes de iniciar atividades físicas precisam consultar um médico para uma avaliação da saúde, do contrário correm o risco de ter conseqüências desagradáveis e, nas situações extremas, até morrer. O que mais se teme são as doenças do coração, que podem mesmo matar. Muitas vezes não apresentam nenhum sintoma e se manifestam, até com morte, quando a pessoa faz esforços físicos. Isso pode ocorrer tanto ao se correr numa esteira ou ao se exercitar numa bicicleta quanto ao se levantar pesos. As doenças cardíacas preocupam até em atletas profissionais, pois os exames nem sempre as detectam. Nos últimos anos, vários profissionais do futebol e de outros esportes morreram em conseqüência de moléstias do coração das quais não sabiam que sofriam. Na maratona de Nova York, no dia 2, um brasileiro que competia sentiu-se mal depois da chegada, foi levado para o hospital, mas morreu por problemas cardiológicos. Outros problemas comuns nas academias são o uso de técnicas e de calçados inadequados, sobrecarregando a coluna e articulações como joelhos e tornozelos, o que também pode levar a doenças. É normal que uma pessoa que inicia atividade física sinta desconforto muscular nos primeiros dias, mas deve desaparecer. Se persistir e até surgir dor, devem interrompê-la e consultar um médico. O ideal, claro, é que as academias de condomínios terceirizem o controle das suas atividades ou contratem profissionais para dirigi-las. Pais, de seu lado, não devem permitir que os filhos menores as freqüentem sem supervisão de adultos. E adultos que vão fazer atividade física precisam, antes, consultar um médico. Isso é importante sobretudo se têm histórico de doenças cardíacas na família. Caso ele detecte algum problema, não significa que serão impedidos de praticar atividade física para sempre. Pode até ocorrer, mas em geral basta controlá-lo que são liberados.