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Protetor solar deve defender a pele da radiaçãoUVBe também da UVA

Patrícia Guedes Rittes (CRM 48444) Publicado em 04/12/2007, às 17h23 - Atualizado em 07/07/2010, às 18h11

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Patrícia Guedes Rittes
Patrícia Guedes Rittes
A Sociedade Brasileira de Dermatologia realizou no dia 24, pelo nono ano consecutivo, sua Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele. O câncer de pele é o mais comum no Brasil. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que ocorram 120 mil novos casos todo ano. A causa é a exposição excessiva, sem protetor, às radiações ultravioleta presentes nos raios solares e nas câmaras de bronzeamento artificial. Sempre se pensou que a radiação UVB, presente no sol em maior quantidade entre as 10h00 e as 16h00, fosse a mais maligna. Por isso mesmo se recomendava que as pessoas evitassem se expor ao sol no período. Pesquisas européias apresentadas no 21º Congresso Mundial de Dermatologia, no começo de outubro, em Buenos Aires, dão conta de que a história não é bem assim. A radiação UVA é mais maligna do que a UVB. O sol de verão tem 71% de raios UVB e 29% de UVA. No restante do ano, porém, contém 52% de UVA e 48% de UVB. Considerando-se o ano todo, os raios solares têm 20 vezes mais UVA do que UVB. A radiação UVB não ultrapassa a água nem os vidros das janelas das casas, enquanto a UVA ultrapassa. Além do mais, a UVA penetra mais fundo na pele, diminuindo a quantidade de substâncias que a protegem e alterando o DNA celular, o que pode dar origem ao câncer. Por isso, a Comunidade Econômica Européia determinou que os protetores solares devem conter em suas fórmulas tanto substâncias que defendem a pele dos raios UVB quanto dos UVA. O câncer costuma aparecer a partir dos 40 anos. É mais freqüente em pessoas de pele, cabelos e olhos claros. Forma-se mais em áreas descobertas, como faces, lábios, orelhas, braços, couro cabeludo ou careca, mãos, pernas. Há basicamente três tipos: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. * Carcinoma basocelular. É o mais comum e o menos grave. Em geral surge em forma de lesão elevada, meio dura e avermelhada no tronco ou ao redor do nariz e dos olhos. Cresce e se torna uma ferida que não cicatriza. Não se espalha para outros tecidos e órgãos, porém cresce e se aprofunda, podendo alcançar músculos, cartilagens, ossos. * Carcinoma espinocelular. É o segundo mais comum. Aparece mais nas faces, lábios e orelhas na forma de aspereza que se transforma em ferida, sangra e não cicatriza. Espalha-se para outros órgãos. Mata quando atinge órgãos como pulmão e fígado. * Melanoma. É mais comum em quem tem pele clara. Apresenta traços genéticos, isto é, quem tem casos na família tem maior risco de vir a desenvolvêlo. Pode surgir do nada ou de uma pinta em geral de nascença. Espalha-se para outros órgãos e pode matar. Diminui-se o risco do câncer usando protetor solar diariamente. Opte por produtos que protejam a pele das radiações UVB e das UVA. O filtro deve ser passado meia hora antes da exposição ao sol e repetido duas horas depois. Quanto mais branca a pele, maior precisa ser o fator de proteção. Em geral se usa pouca quantidade da substância; o ideal é passar 20 miligramas por centímetro quadrado de pele. Também é fundamental continuar evitando o sol entre as 10h00 e as 16h00. À menor indicação da doença, finalmente, vá ao dermatologista. Cânceres diagnosticados e tratados logo no início têm maior chance de cura. Quando houve metástase o quadro se complica. Mas mesmo nessas situações já se consegue a cura na maioria dos casos.