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Ponto de equilíbrio e harmonia para Sandra Corveloni

Com o pilates, a intérprete premiada em Cannes se reveste de força para brilhar no palco com Side Man

Redação Publicado em 03/08/2010, às 18h14 - Atualizado em 05/08/2010, às 15h44

Sandra fortalece o corpo para mergulhar no turbilhão de emoções de Terry, seu papel na triunfal versão brasileira para o sucesso da Broadway. - MARCO PINTO / SAVONA
Sandra fortalece o corpo para mergulhar no turbilhão de emoções de Terry, seu papel na triunfal versão brasileira para o sucesso da Broadway. - MARCO PINTO / SAVONA
O sucesso do trabalho da notável atriz, produtora e professora de interpretação Sandra Corveloni (45) é resultado de horas de dedicação e, literalmente, suor. Foi com tal determinação que ela conquistou o público e um currículo invejável ao longo de 20 anos de carreira, levando em 2008 a Palma de Ouro de Melhor Atriz no Festival de Cannes e o mesmo prêmio no Festival de Havana por Linha de Passe, de Walter Salles (52) e Daniela Thomas (50). Para viver Terry - romântica e desequilibrada anti-heroína de Side Man, versão nacional para o premiado sucesso da Broadway, aqui sob direção de Zé Henrique de Paula - a paulista casada com Maurizio De Simone (55), italiano e professor do idioma, com quem tem Orlando (8), busca no Pilates ajuda para alcançar o tônus corporal ideal. "Faço uma mulher que vai dos 23 aos 60 anos, preciso estar preparada", diz, em aula com a também atriz Heloísa Abdelnur (45) no Studio 3, em SP. Poderosa, Sandra arrasa em cena no drama ambientado no mundo do jazz, na Nova York do final dos anos 1950, em cartaz em São Paulo, no Teatro Sérgio Cardoso, até agosto. - Como se preparou para esta jornada que é a peça Side Man? - Foram três meses de muito ensaio com a preparação corporal de Inês Aranha. Foi um trabalho duro, artesanal e eu acho que consegui chegar a um bom resultado. - Porque escolheu o Pilates? - Além de amar as aulas, fazê-las com Heloísa, grande e talentosa amiga, é um incentivo a mais. - Como fica a vida familiar em meio a tanto trabalho? - Meu marido e meu filho são muito presentes, me acompanham em tudo. Nós três adoramos fazer programas juntos: cinema, teatro, parque e viagens. - Qual o significado dos prêmios na sua carreira? - Prêmio abre portas para você falar do seu trabalho, como um cartão de visita. Você ganha certo respeito, mas isso é fruto de anos de muita dedicação à carreira. - O que você tem de Terry? - No primeiro ato, ela tem algo a ver comigo, é ingênua, crédula, tem pureza no olhar, crê nas pessoas. A peça tem humanidade, fala da importância da comunicação. Se ali eles se comunicassem, tudo daria certo. É como na vida.