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Paulo Coelho celebra S. José na abadia de Melk

Com a amada, Christina Oiticica, e amigos, ele homenageia seu padroeiro em Vila Austríaca

Redação Publicado em 23/03/2010, às 09h51 - Atualizado em 07/06/2012, às 23h26

O casal diante da construção barroca, Patrimônio da Humanidade. Ao fundo, o abade Burkhard Ellegast e o padre Martin Rotheneder. - FOTOS: ÁLVARO TEIXEIRA
O casal diante da construção barroca, Patrimônio da Humanidade. Ao fundo, o abade Burkhard Ellegast e o padre Martin Rotheneder. - FOTOS: ÁLVARO TEIXEIRA
A belíssima abadia beneditina de Melk, às margens do rio Danúbio, na Áustria, uma joia do barroco elevada pela Unesco à condição de Patrimônio da Humanidade, acolheu o grande festejo que Paulo Coelho (63) promove religiosamente todo dia 19 de março, dedicado a São José, seu padroeiro. Pelo 23° ano consecutivo, o Mago reuniu cem amigos e 30 convidados selecionados por meio de comunidades sociais (Facebook, Twitter e seu blog), numa celebração que começou às 17 horas e se estendeu até as 5 horas do dia seguinte. O ponto alto do encontro, que foi das orações às libações, com vinhos e delícias conventuais preparadas especialmente para o evento, se deu quando todos as vozes se uniram em louvor a São José. "Rezamos em português, grego, basco, polonês, inglês, espanhol, romeno, urdu, russo, francês e alemão", conta Paulo Coelho, bastante tocado com a confraternização. "É um momento de grande alegria, desta vez realizado neste monumento histórico maravilhoso, um cenário alucinante", descreve o escritor, ao lado da amada, a artista plástica Christina Oiticica (58). Não bastasse sua importância arquitetônica, Melk serviu de inspiração ao italiano Umberto Eco (78) para escrever o best seller O Nome da Rosa (1980). Devoto mais do que declarado do santo padroeiro dos trabalhadores, Paulo Coelho vê em São José o homem cujo apoio irrestrito ao filho, Jesus, foi fundamental para sua trajetória. "Em nossa oração, pedimos pelos trabalhadores. Meus amigos são trabalhadores, pessoas que dão duro." Profundamente ligado ao abade de Melk, Georg Wilfinger (60), a quem tem como guia espiritual, o acadêmico conta que foi convidado pelo amigo a comparecer ao lançamento do mais recente livro do monge, The Path of the Raven. "O problema era a coincidência de datas. Foi então que ele sugeriu unirmos as duas celebrações. Foi perfeito", comemora o brasileiro. Entre os muitos mimos - "ganhei tantos presentes que nem consegui carregar"-, um especial para Christina: um netbook oferecido pelo presidente da HP, o indiano Satjiv Chahil, decorado com uma borboleta semelhante à que a artista tatuou no braço. Antes do animado jantar, Paulo Coelho participou de conferência para 1500 pessoas do mundo todo, reunidas na monumental igreja que compõe o complexo arquitetônico da abadia. Entre os ouvintes estavam Bia Duarte (52), diretora executiva da B Licenças Poéticas, a jornalista Marília Gabriela (62) e o casal Julio Cezar Zelner Gonçalves (61), embaixador do Brasil na Áustria, e Marilia Sardenberg, embaixadora do Brasil em Bratislava, na Eslováquia. Com ajuda de uma intérprete de alemão, Paulo Coelho falou sobre os problemas que a Igreja Católica enfrenta e acerca da busca de Deus. "Claro que nem todos na plateia entendem alemão, mas tudo aqui é tão bonito, a igreja, a luz, o pôr do sol, a natureza, que a questão do idioma se torna menor", relativiza Paulo. Um dia antes dos festejos, o escritor e Christina participaram de privilegiado tour pelo complexo de Melk, com acesso a áreas normalmente vetadas a visitantes. Na adega, o mago viveu momento especial, ao ser presenteado pelos religiosos - Wilfinger, padre Martin Rotheneder (59) e Burkhard Ellegast (79), ex-diretor da abadia - com uma imagem de São José feita de bronze. "Chorei de emoção. É uma estátua belíssima, que pesa uns dez quilos." Pouco depois, outro mimo: brinde com um vinho safra de 1986, mesmo ano em que Paulo percorreu o Caminho de Santiago de Compostela. "Foi uma gentileza maravilhosa." Veja na TV CARAS: