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Prêmio ao talentoso e polêmico Paulo César Pereio

O artista ganha Troféu Oscarito pelo brilhante conjunto de sua obra e comemora com a filha, Lara

Redação Publicado em 24/08/2010, às 13h17 - Atualizado em 07/06/2012, às 23h25

No Lago Negro, em Gramado, Pereio passeia ao lado da filha Lara. - LIANE NEVES/LIANE NEVES FOTOGRAFIAS
No Lago Negro, em Gramado, Pereio passeia ao lado da filha Lara. - LIANE NEVES/LIANE NEVES FOTOGRAFIAS
Ao se observar o ator Paulo César Pereio (69) passeando tranquilamente pelas margens do Lago Negro, na serra gaúcha, ao lado da filha, Lara Velho (35) - da união com a também atriz Neila Tavares (61) e que o dirige no programa Sem Frescura, do Canal Brasil -, fica difícil associar tal figura ao polêmico artista de voz rouca e opiniões ácidas. Homenageado pelo conjunto de sua obra com o Troféu Oscarito, no 38o Festival de Cinema de Gramado, ele não nega sua fama. "Eu vejo situações como essas de premiações com muito sarcasmo. Podem ser um ato caridoso, como no caso do grande ator inglês Laurence Olivier, um ídolo para mim, que ganhou um Oscar especial por sua carreira quando estava com câncer. Mas digo que é incrível receber um troféu com o nome do Oscarito. Até hoje sou fã dele. Ele é o grande representante do que a mídia tentou derrubar com esse nome, a chanchada. Que ainda é a grande escola do cinema brasileiro", destila ele, citando o espanhol radicado no Brasil - morto em 1970, aos 63 anos - ícone dos primeiros tempos do cinema nacional. "Pode não parecer, mas ele é muito ligado à família", entrega Lara, ao lado da tia, a atriz Rosa Campos Velho (71). Pereio é pai ainda de Thomaz (31) e João (26), com Cissa Guimarães (53), e de Gabriel (16), com Suzana César de Andrade. - Como é ser premiado pelo conjunto de sua obra? - Vale pelo nome do Oscarito. Mas tenho forte relação com Gramado. Atuei no filme que venceu a primeira edição do festival, Toda Nudez Será Castigada, do Arnaldo Jabor, em 1973. Ganhei o Kikito de Ator Coadjuvante por As Aventuras Amorosas de um Padeiro, do Waldir Onofre, em 1975, e o de Ator por Noite, do Gilberto Loureiro, em 1985. Mas não contabilizo filmes. Estou aqui com um longa novo, Ponto Org, da Patrícia Moran. Isso é uma maravilha, dá Frescor à minha carreira. - Que tal ser dirigido pela própria filha? - Ela manda, eu obedeço. E olha que digo que existem três problemas em um set de filmagens: crianças, animais e Pereio. - E a vida amorosa? - Estou namorando a artista plástica Sofia Fernandes há alguns meses. Ela vive em Buenos Aires e tenho ido para lá com frequência.