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O novo viver de Christine Fernandes

Christine Fernandes, a Ariane de ‘Viver a Vida’ conta como sua personagem, uma médica que cuida de doentes terminais, mudou seu jeito de encarar a vida

Redação Publicado em 14/12/2009, às 14h54 - Atualizado em 15/12/2009, às 17h08

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Christine Fernandes - TV Globo/Zé Paulo Cardeal
Christine Fernandes - TV Globo/Zé Paulo Cardeal
Enquanto dava vida a Rita, em A Favorita, Christine Fernandes, que teve que escurecer as madeixas para a personagem da trama de João Emanuel Carneiro, recebeu um recado de Manoel Carlos: estava escalada para Viver a Vida. A atriz, que está em sua terceira novela consecutiva no horário nobre da Globo, depois de Páginas da Vida, também de Maneco, e A Favorita, voltou a ser loira e alongou os cabelos para dar vida à médica Ariane, especialista em cuidados paliativos. Mãe viúva do pequeno Gabriel, vivido por Caio Manhente, Ariane, cirurgiã especializada em casos de câncer, se dedica ao ramo da medicina que tem como objetivo aliviar as dores e desconfortos de pacientes terminais. "Tive total identificação com a personagem porque tenho tido um contato muito intenso com a questão da medicina e da saúde", afirmou ao Portal CARAS, lembrando que viu o pai, Antônio, enfrentar uma leucemia por cinco meses e se curar. "Acredito que ainda temos um certo tabu em relação a morte, e o Maneco, percebendo isso, tem abordado o assunto na novela e feito com que o público se comova diante da televisão", disse a mãe de Pedro, de 5 anos, fruto do casamento Floriano Peixoto. Em conversa com o Portal, Chrisitine fala de Ariane, que marca a terceira dobradinha entre a atriz e Manoel Carlos, da importância da maternidade em sua vida e revela como sua personagem tem mudado o seu jeito de encarar a vida. Confira abaixo os principais trechos da conversa: - Você vive a Ariane, uma médica especialista em cuidados paliativos. Você se identifica com ela? - Tenho total identificação com a Ariane. Acompanhei de perto o tratamento do meu pai contra a leucemia. Depois de cinco meses, ele conseguiu se curar. Para fazer a Ariane, tive contato com doentes terminais. Depois disso, percebi algumas coisas em relação à vida que antes não percebia. Os médicos que se dedicam aos cuidados paliativos não fazem planos a longo prazo porque ninguém sabe o que pode acontecer de um dia para o outro. - Sua personagem está em contato direto com a morte. Como você lida com isso? - Acredito que temos um certo tabu em relação a morte. O Maneco percebeu isso e resolveu abordar esse tema na novela. Como temos visto, é assunto que causa muita comoção, mas também é importante para quebrarmos certas barreiras. - Você disse que, por conta da Ariane, tem enxergado a vida de uma maneira diferente. O que é viver a vida para você? - É viver o momento presente. E tenho feito isso com muita alegria, na medida do possível, é claro. Mas acredito que, enquanto eu tiver saúde, está tudo certo. - Em Viver a Vida, a Ariane é uma mãe muito dedicada ao filho, Gabriel. A maternidade também foi importante para você? - Depois que virei mãe, passei a me preocupar com as coisas que realmente importam, parei de prestar atenção em coisas que são absolutamente desnecessárias. - Pode dar um exemplo? - Meu personagem trabalha com questões muito profundas, muito humanas. Estou tendo de fazer uma limpeza nas minhas crenças e nos meus valores. Isso, com certeza, está fazendo com que eu seja um pessoa melhor a cada dia. - Como é a sua preocupação com vaidade? - Gosto de estar bem fisicamente. Malho porque preciso da endorfina, mas confesso que não tenho paciência para cremes. Tenho preguiça. - Do que não abre mão? - Gosto muito do contato com a natureza, moro no meio do mato. Prezo muito isso porque me deixa feliz. Ultimamente, tenho comido cada vez menos carne vermelha. Acredito que o meu corpo tem começado a pedir isso, e tenho sentido que estou vivendo bem assim.