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'Craque' Neto elogia Datena e Edmundo

Em entrevista exclusiva à CARAS Online, o ex-jogador Neto, que atualmente apresenta o ‘São Paulo Acontece’, da Band, falou de como Datena o ajudou na televisão, além de elogiar Edmundo e contar seus planos para o futuro

Redação Publicado em 29/08/2011, às 12h04 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

José Luiz Datena, Neto e Edmundo - Reprodução/Arquivo Caras
José Luiz Datena, Neto e Edmundo - Reprodução/Arquivo Caras

O ex-jogador de futebol e atual apresentador do São Paulo Acontece, José Ferreira Neto (44), conhecido apenas como Neto, contou à CARAS Online do valor que o jornalista José Luiz Datena (54), com quem dividiu o estúdio do mesmo programa da Band, antes do ex-locutor esportivo ter rápida passagem pela Record em junho deste ano, teve em sua trilha na televisão. “Ele foi um cara importante na minha carreira. Me deu toques e muitas dicas. A oportunidade de substituí-lo é um prazer”, afirmou.

“É um grande desafio e um eterno aprendizado conduzir o São Paulo Acontece. Sou meio caipira, erro algumas palavras, mas ao menos tento fazer um programa divertido e diferente. Quero sair da 'mesmice'”, acrescentou o ídolo do Corinthians sobre a chance que recebeu da emissora.

Ao ser perguntado se esperava tamanho sucesso como comentarista e apresentador, Neto demonstrou ter tido confiança no início de sua nova trajetória. “Não projetei. Mas sabia que tinha capacidade. Sempre acreditei no meu potencial”, declarou. Já sobre as dificuldades e vantagens de atuar dentro e fora do campo, ele disse: “Comentar é bem mais fácil. Tem 300 câmeras para fazer você chegar a uma conclusão”.

Apesar de ter se consagrado como um dos maiores ídolos da “fiel” torcida e de ter sido o principal responsável pelo título do Campeonato Brasileiro de 1990, Neto acredita que é mais conhecido hoje em dia do que em sua época de jogador. “É curioso isso. Até pela exposição de mídia, acho que hoje sou mais famoso do que era quando jogava no Corinthians”.

Com frequência, Neto, que conduz programa ao lado de Denílson (34) e Ulisses Costa (41), recebe no estúdio o Edmundo (40), outro ex-jogador, que foi seu adversário ao vestir a camisa do Palmeiras no início da década de 90. Porém, essa rivalidade parece ter ficado para trás e hoje confirmam boa sintonia durante participações ao vivo, de segundas as sextas, a partir das 13h. “Adoro o Edmundo. Não conversávamos muito quando jogávamos porque éramos normalmente adversários. Mas agora pude conhecê-lo melhor e vi que trata-se de um cara muito especial. Humilde. Bondoso”, elogiou. 

Neto marcou sua carreira no futebol por ter sido um jogador de muita qualidade, personalidade e por ter tido um comportamento, às vezes, "alterado" dentro de campo. E com muita humildade, ele se mostra arrependido por ter tomado uma atitude em 1991, que acabou o prejudicando nos gramados. “Se pudesse ter voltado atrás, não teria cuspido no rosto do juiz Zé Aparecido. Foi um erro grave. Perdi o controle e tive essa atitude muito feia”, declarou. 

Para o futuro, o interiorano paulista de  Santo Antônio de Posse, pretende realizar um antigo sonho. “Penso em me aposentar da carreira de comentarista após a Copa de 2018. Aí vou me preparar para ser presidente do Corinthians, que estará para sempre no meu coração”, contou ele, que também tem o clube que o revelou em sua memória. “Tem um pedaço do Guarani no meu coração sim. Lá foi minha segunda casa. Cheguei lá com 13 anos e fiquei até os 22”.

Mesmo muito habilidoso com a perna esquerda, Neto, que tem como ídolo Roberto Rivellino (65), sempre enfrentou problemas com o peso e nunca se dedicou e se cuidou como um atleta profissional. Algo, que o impediu de se transformar em um dos  maiores jogadores do Brasil e, talvez, do mundo. “Se tivesse tido alguém para me ajudar, teria disputado pelo menos umas duas Copas do Mundo”, reconheceu. “Estava em uma fase mágica. Não acho que o time seria campeão por minha causa, mas daria uma boa parcela de contribuição”, se referiu ao Mundial da Itália, em 1990.

Antes de finalizar entrevista, o “craque” destacou dois gols, um de falta contra o Flamengo e um de bicicleta pelo Guarani contra o Corinthians na final do Paulista de 1988, além de citar um terceiro, como os mais belos de sua vida. “São esses dois e mais um que fiz de voleio sobre o Náutico, no Pacaembu, em 1991”.