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'Não quero depender de pensão', diz Michele Umezu, mãe de filho de Ronaldo

Mãe de filho de Ronaldo, Michele Umezu começa a trabalhar e diz que não quer depender somente do dinheiro que recebe do Fenômeno

Redação Publicado em 15/10/2011, às 18h07 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

Michele Umezu - Renata D'Almeida
Michele Umezu - Renata D'Almeida

No Japão, Michele Umezu (29) foi babá, modelo, desempenhou diversas atividades e conquistou um padrão de vida confortável. Mas quando voltou ao Brasil – com o objetivo de dar ao filho Alexander (6) o sobrenome do pai, o ex-jogador Ronaldo Nazário -, foi preciso “se virar”. O processo de reconhecimento de paternidade demorou mais do que Michele imaginou e, para ajudar em casa, ela se empenhou em uma série de cursos de esteticista (foram mais de 20 até agora). Foi então que descobriu uma nova paixão e resolveu investir na profissão. Neste sábado, 15, ela estreou em seu novo trabalho, na clínica de estética Maison Depil, no bairro Jardins, em São Paulo, em busca de independência financeira.

“Tenho medo, mas sei que posso trabalhar, ganhar meu dinheiro e não depender da pensão do pai do meu filho”, explica Michele. “Já ganhei até dois mil em um dia de trabalho (como autônoma), claro que comecei cedo e terminei uma e pouca da manhã, cansada, mas sei que posso muito mais. As pessoas pensam ‘nossa, ela se deu bem’, mas a pensão não é tanto assim”, fala sem revelar o valor que recebe mensalmente do Fenômeno. "Não quero depender de homem".

No primeiro dia de trabalho, Michele contou com a companhia de Jorge Kiehl (24), a quem define como amigo, mas, involuntariamente chama de “amor”. “Pretendo fazer faculdade. É uma área que a mulher paga tendo dinheiro ou não. Gosto de pegar uma pessoa e transformar”, afirma.

Relação com o Fenômeno

Michele trocou o Brasil pelo Japão quando era ainda adolescente, com apenas 13 anos. Voltou em busca do reconhecimento para o filho, mas não pretendia ficar. “Não tinha planejado voltar a morar no Brasil”, conta. Ficou para que o filho pudesse ter contato com o pai e os irmãos – Ronald, Maria Sophia e Maria Alice. “Eu sempre fiquei neutra, não sabia se o Ronaldo ia querer (assumir a paternidade), foi demorado, foi uma luta. Pensei que ia voltar para Cingapura, não voltei porque, como mãe, o mais importante é o meu filho ficar perto da família dele, que ele tem esse direito”, diz.

Depois de comprovada a paternidade, a relação de Ronaldo e Michele é amigável. “A guarda do Alex é minha. Tem o contrato que fizemos na frente da juíza que diz pra ele ficar os finais de semana a cada duas semanas, mas o Ronaldo viaja muito, é muito ocupado, então deixo livre para pegar o Alex quando ele quiser”, conta. “Não quero fazer um jogo com o pai do meu filho, porque o Alex não merece isso”, completa contando que fica com saudade quando o filho passa dias na casa do pai. “Ele ainda é o meu bebezinho, né?”.

Michele conta ainda que não pretende interferir se, futuramente, o filho decidir morar com Ronaldo. “É uma decisão dele. Não vou falar que não quero. Se um dia ele tiver idade de entender o que acontece e quiser ficar com ele, sem problemas, ele não vai deixar de ser o meu filho”, diz.

Bia Anthony

No mês passado, Michele conheceu Bia Anthony, mulher de Ronaldo, durante festa de aniversário do menino. “Fiquei surpresa que ela foi. Conversamos bastante. Vi que ela tem um carinho de verdade pelo meu filho, ela cuida muito bem do Alex, como uma segunda mãe”, diz. “Eu e Ronaldo conversamos como amigos. Ele sempre me agradece, diz ‘você criou o moleque muito bem’”, orgulha-se.

Agora, depois de um período turbulento, Michele vive as expectativas de uma nova etapa e diz que está muito feliz. “Gostaria muito de, um dia, abrir meu próprio centro de estética”, finaliza.