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Marieta Severo: Honra por sua devoção à arte

Cercada pela família, atriz tem a trajetória aclamada na abertura de festival de teatro

Redação Publicado em 20/09/2010, às 14h37 - Atualizado em 24/09/2010, às 15h41

A atriz com a família: o genro Carlinhos Brown, a neta Clara e as filhas Helena e Silvia Buarque, durante o XVII Festival de Teatro do Rio, na Casa de Cultura Laura Alvim. - IVAN FARIA
A atriz com a família: o genro Carlinhos Brown, a neta Clara e as filhas Helena e Silvia Buarque, durante o XVII Festival de Teatro do Rio, na Casa de Cultura Laura Alvim. - IVAN FARIA
Ao percorrer a mostra A Luz em Cena, que faz uma retrospectiva dos seus 45 anos de carreira, a atriz Marieta Severo (63) faz uma constatação. "Quando olho, me espanto e penso se fui eu que realmente fi z tudo isso. Vejo que ralei bastante!", analisou ela na Casa de Cultura Laura Alvim, no bairro carioca de Ipanema. Com 32 filmes, 30 peças e 10 novelas, além de participações em seriados como A Grande Família, em que dá vida à dona Nenê, ela foi a grande homenageada na abertura do XVII Festival de Teatro do Rio, promovido pelo Centro Cultural da Universidade Veiga de Almeida. A honraria, que se somará a prêmios como Kikitos e Oscaritos, em cinema, e Molières e Mambem bes, no teatro, foi celebrada também por parte de sua família. Além do namorado, o diretor Aderbal Freire-Filho (68), as filhas Silvia Buarque (40) e Helena (37), que estava com o marido, Carlinhos Brown (47), e a filha Clara (11) prestigiaram a estrela. "Fico orgulhosa. Minha mãe merece. E é tão bom vê-la feliz!", emocionou-se Silvia. Primogênita da atriz com o músico Chico Buarque (66), ela falou sobre o peso de ter pais tão famosos. "Já me acostumei. Quando criança era mais difícil, me incomodava ser chamada de a filha de alguém o tempo todo. Mas o mais forte de tudo sempre foi o orgulho imenso que sinto dos dois. Nossos pais, independentemente de quem sejam, estão dentro da gente", afirmou. Durante a homenagem, Marieta se comoveu e também se divertiu com a exibição de um vídeo com depoimentos de amigos como Andréa Beltrão (46), sua sócia no Teatro Poeira, e Renata Sorrah (63). Entre as curiosidades da sua vida, eles revelaram que a artista é um pouco desastrada. E todos notaram essa característica dela quando subiu ao palco ao lado de Maria Anunciata Veiga de Almeida (60), diretora do centro cultural Veiga de Almeida, e acabou derrubando coisas que estavam sobre a mesa. O público caiu na gargalhada. Já refeita, a diva falou sobre o orgulho com a sua trajetória vitoriosa. "São muitos os lugares que passamos na ficção. Só tenho a agradecer por ter vivido esses anos todos dentro dessa bolha de imaginação que é o teatro. Seria injusto destacar um papel. Até os o que não foram bem-sucedidos marcam, pois são com os erros que aprendemos mais. Tudo é a minha história!", constatou ela, que recebeu ainda um portrait seu do artista plástico Cláudio Pacciulo (55). Na plateia estavam ainda Malu Valle (53), Analu Prestes (58) e o casal Giuseppe Oristânio (51) e Silvana (47). "Ela é incrível como mulher, amiga, mãe, companheira, profissional... Então, vê-la sendo homenageada é um triunfo de tudo o que acredito que uma pessoa possa realizar tão bem. Tenho uma vida antes da Marieta e outra depois. AM e DM (risos). Foi um encontro que fez muita diferença para mim", garan tiu Andréa Beltrão. Renata Sorrah também não poupou elogios. "Ela é atriz de primeira grandeza, vai da comédia, passa pelo drama. Suas escolhas no teatro são fantásticas. É séria em tudo, cuidadosa com a produção. E especial para mim há muito tempo", afirmou ela, que revelou um desejo. "É um sonho meu trabalhar com ela no teatro. Sempre digo: 'Marieta, a gente se deve, temos obrigação de fazer algo juntas, em nome da nossa amizade'. Já pensou que delícia?", torceu.