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Malvino: "O exagero não me seduz"

Redação Publicado em 31/05/2011, às 02h40 - Atualizado às 04h48

Malvino Salvador - Tiago Archanjo/AgNews
Malvino Salvador - Tiago Archanjo/AgNews
Malvino Salvador inova ao viver um personagem contrário à sua personalidade na novidade do cinema nacional ‘Quaquer Gato Vira-Lata’. Extrovertido ao extremo, o ator comentou sobre esse novo desafio e falou sobre sua mulher ideal: "gosto de mulher atirada, desde que não seja vulgar"
Em Qualquer Gato-Vira-Lata, filme de Tomás Portella que chega aos cinemas no próximo dia 10, Malvino Salvador aparece todo aprumado: de óculos, roupas bem passadas, cabelo e barba alinhados. Algo bem diferente do ator que chegou de tênis, calça jeans manchada e uma camiseta confortável (além da barba por fazer) para falar sobre seu novo desafio para as telas do cinema. No longa-metragem de Portella, ele é Conrado, um professor de biologia que desenvolve teses, baseadas em pensamentos de Charles Darwin, que tentam esclarecer questões humanas baseadas nos instinto animal e na teoria do evolucionismo. "O Conrado é bem diferente de mim no que diz respeito à sua postura, na forma de tratar as coisas. Ele é retraído, tímido, não se dá muito bem amorosamente e é extremamente focado em seu trabalho. É bem hermético. Já eu sou uma pessoa extrovertida, falante - falo muitas bobagens, mas também tenho um lado tímido, que está um pouco escondido e que acabei emprestando na hora de criar o Conrado", contou Malvino em entrevista para a CARAS Online. O tipo de Conrado, embora seja bem aquém de seu intérprete, consegue, no entanto, conquistar o coração da jovem Tati, personagem vivida na trama pela atriz Cleo Pires. Na história, baseada em peça de sucesso de Juca de Oliveira, Tati sofre nas mãos de um namorado infiel, Marcelo (Dudu Azevedo). Para Malvino, o sucesso dessa história não está no teor romântico ou na veia humorística (afinal, é uma comédia) do roteiro; mas sim na riqueza de cada personagem que compõe a trama. "Além de uma comédia, o filme tenta trazer algo de humano para os personagens, para que o público possa se identificar. Não é só fazer rir, tem que provocar algo. E ganhamos isso com a história. Os personagens tem seus defeitos, suas contradições, isso é bem humano", acrescentou. Conrado é tão humano que se aproxima de Tati na intenção de ajudar - através do resultado de seus estudos - a reconquistar e a se controlar diante da personalidade indomável de seu namorado. As afinidades, no entanto, unem os dois de forma inusitada. Para Malvino, Tati conquistou seu personagem Conrado não por conta da sensualidade, mas sim por causa de seus dotes que, do ponto de vista do ator, compõe o modelo da mulher que o atrai. "O exagero não me seduz. A sutileza me seduz. Agora, se o contexto permitir que a mulher seja mais 'atirada', é maravilhoso; desde que ela tenha inteligência para não cair na vulgaridade. A vulgaridade é um exagero", declarou.