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Magrini e Erik Marmo: risos e reflexões

Os atores Oscar Magrini, Erik Marmo, Flavio Faustinoni, Thais Pacholek, Cris Bonna e Gerardo Franco levam para o palco o clássico 'Escola de Mulheres', de Molière, e arrancam risos e reflexões da plateia

Redação Publicado em 31/03/2010, às 09h49 - Atualizado em 07/06/2012, às 23h26

Gerardo, Thaís, Oscar, Erik, Flavio e Cris saúdam o público. - Fabio Miranda/Opção Fotografia
Gerardo, Thaís, Oscar, Erik, Flavio e Cris saúdam o público. - Fabio Miranda/Opção Fotografia
Risos e gargalhadas conscientes. Talvez esta seja uma das formas mais interessantes de lazer que o teatro possa proporcionar. E é isto o que acontece com a peça Escola de Mulheres, em temporada no Teatro Vivo, em São Paulo, de sexta a domingo. Para os apaixonados pela dramaturgia é sempre prazeroso se deparar com textos de Molière, o dramaturgo francês que há 350 ano escreveu este clássico que perdura pelos palcos mundo afora. Já para os nem tão frequentadores das salas de teatro, mas espectadores atentos, a peça encanta pela densidade dos temas, como individualismo, moral, autoristarismo, inocência, traição, interesses escusos, abordados de forma intensa, porém suave, levando o público, desde a garota de 18 anos ao senhor de 80, a risos do início ao fim. No palco, Oscar Magrini, que interpreta Arnolfo, conduz a reflexão sobre deslizes morais de comportamento, mas arranca gargalhadas com seus ricos diálogos com o personagem Crisaldo, vivido por Flavio Faustinoni. No meio da discussão, a inocente Inês, interpretada por Thais Pacholek, mostra que embora seja possível moldar um ser humano, não é possível arrancar-lhe sentimentos puros e, junto com Horácio, vivido por Erik Marmo, levam de forma divertida o público a refletir a respeito da generosidade e sua dimensão entre os seres humanos. Como não poderia faltar num clássico, dois personagens, os criados Alain e Georgette, interpretados por Gerardo Franco, também produtor da peça, e Cris Bonna, levam ao palco com maestria a crise ética e moral e a perda de valores que há séculos é objeto de discussão e ainda é um tema atual. Escola de Mulheres volta aos palcos após 24 anos, sob a direção de Roberto Lage, com tradução de Millôr Fernandes, com um elenco afinado e traz a sensação de que sempre é possível repensar o comportamento humano sem que seja uma tarefa árdua, mas simples e prazerosa. Assista ao vídeo e saiba mais do espetáculo: Escola de Mulheres Teatro Vivo Av. Chucri Zaidan, 860 Tel. 11 2626-0867 De 18 de março a 13 de junho Horários: Sexta-feira- 21h30; Sábado- 21h; Domingo - 19h