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Luigi Baricelli explora NY com a família

Em família, Luigi Baricelli volta a NY e diz qual foi a sua grande jogada

Redação Publicado em 25/09/2012, às 19h54 - Atualizado em 26/09/2012, às 03h24

O vencedor do Pro-AM CARAS US Open 2011 diz que o título abriu seus olhos: passou a dedicar mais tempo a Andreia, Vittorio e Vicenzo. - Selmy Yassuda
O vencedor do Pro-AM CARAS US Open 2011 diz que o título abriu seus olhos: passou a dedicar mais tempo a Andreia, Vittorio e Vicenzo. - Selmy Yassuda

Um ano após vencer o Pro-AM CARAS US Open, Luigi Baricelli (41) assegura que o título foi um divisor de águas na sua vida. “Me empolguei, comecei a treinar mais tênis e virou uma terapia, desacelerei. Deixei de ser viciado em trabalho”, festeja. De volta a New York para celebrar o seu feito de 2011 e participar da nova edição do torneio, ele diz que a repercussão da conquista ajudou até na convivência com a mulher, Andreia (41), e os filhos, Vittorio (14) e Vicenzo (10), além de Rubia (21), de relação anterior. “Quase não os via mais, tinha muitos compromissos profissionais. Mas conquistei a consciência de que posso me dar ao luxo de escolher como vou ganhar dinheiro”, explica ele, que resolveu diversificar sua atuação: além de atuar, vem trabalhando como empresário do ramo imobiliário. Passada a fase de ausências, Luigi quer recuperar o tempo perdido. Aproveita cada minuto ao lado da família. “Com eles nunca serei frustrado”, avalia. Convidado de honra do grupo brasileiro, Luigi jogou uma partida em dupla ao lado da lendária Martina Navratilova (55), dona de 18 títulos de simples em Grand Slams. Os dois enfrentaram Gustavo Leão (25), terceiro lugar na competição, e o ex-tenista brasileiro Carlos Alberto Kirmayr (62). “Foi um presentão, emocionante”, vibra, no hotel Sofitel, em Manhattan, onde fez um balanço sobre o período entre os dois torneios. “Foi tão bom que, às vezes, parece um sonho”, conta

– Valeu a pena essa guinada?

– E como! Me questionei qual o sentido que estava dando à vida. O que adianta conquistar bens materiais e não ter tempo para o lazer em família? Tirei esse último ano para rever conceitos e cuidar de mim. Cheguei à conclusão de que não posso ter tempo só para o trabalho. Sou caseiro, sempre gostei de ficar com eles e isso não tinha de mudar.

– O que fazem juntos?

– Com Vittorio, jogo muito tênis. (risos) Aliás, ele está mandando muito bem com a raquete. Com Vicenzo, gosto de ver desenhos, por exemplo. A Rubia já é maior e só oriento. Mas é uma menina tranquila. Está na faculdade cursando Publicidade.

– E com a Andreia?

– Ah... Tentamos ter os nossos momentos (risos). Somos eternos namorados. Certa vez, um jogador de futebol perguntou a um amigo meu se eu era tão comportado mesmo com a minha mulher? E ele respondeu que sim. Sabe o que acontece? Construí uma relação de respeito com a mãe dos meus filhos. Gosto do meu travesseiro, tenho o sono tranquilo. (risos)

– Realmente você nunca se envolveu em polêmicas...

– Sou um cara bem resolvido. Não paro para pensar em besteira, em prazeres momentâneos. Tenho certeza daquilo que sou.

– Planejam reafirmar os votos após 20 anos juntos?

– Ah, não. Posso renovar a relação comprando uns chicotes. (risos) Na verdade, o nosso foco é construir um futuro para eles, mas agora aprendi que não precisa de tanta pressão.

– E os planos de morar nos Estados Unidos, em Orlando?

– Continuam. As crianças e a Andreia devem mudar no ano que vem. Estamos vendo questões da escola. Eu ficarei trabalhando no Brasil. E, quando tiver folga, encontro com eles. Achamos importante os meninos terem contato com novas culturas, línguas. E nós partilharmos isso também.

– Você vem trabalhado no ramo imobiliário, construindo casas na Flórida. Não sente falta de estar na televisão?
– Sim, quero voltar logo ao ar. Estou aguardando, sou contratado da Globo, tenho feito trabalhos institucionais para a emissora, como ir ao Senado com a família Marinho, por exemplo. Mas o fato de não fazer um folhetim atrás do outro não significa ser mais ou menos competente. Não recuso um bom papel, mas o pessoal não me dá trabalho que eu não mereça. Agora devo fazer o filme A Palavra, com direção do Guilherme Almeida Prado, no Recife. Estou bem empolgado.

– Em algum momento a fama já subiu à sua cabeça?

– Sempre abdiquei disso. Sei que sou artista, mas isso nunca me deslumbrou. Para mim, o sucesso e o fracasso significam a mesma coisa. A única diferença é que se ganha mais dinheiro ou não.

– Críticas nunca o abalaram?

– Não. Como disse, sou um cara bem resolvido. Quando me comprometo com um trabalho, é claro que farei da melhor maneira possível. Mas, realmente, não dá para agradar a todo mundo.

– Você passa a impressão de não ter fragilidades...

– (risos) Sou humano, como qualquer pessoa! Nada é perfeito. Todo mundo tem problemas, mas não sou de ficar ruminando. Tendo a me adaptar às coisas. Comunicar-se é fundamental.

– Realmente você é bastante falante.

– Sou, sim, mas só com quem tenho intimidade. Por exemplo, não sou de curtir a noite, de fazer ‘social’, e não tenho muito assunto quando estou em uma festa. Nesse tipo de ambiente, realmente me sinto totalmente deslocado.