Jaqueline & Murilo

Juntos há 12 anos, feras do vôlei abrem a casa nova e planejam filhos após 2012

Publicado segunda 9 maio, 2011

Juntos há 12 anos, feras do vôlei abrem a casa nova e planejam filhos após 2012
Ponteiros da Seleção Brasileira, os campeões olímpicos Murilo, em 2004, e Jaqueline, em 2008, curtem seu amplo apartamento de 140m2 na Vila Leopoldina, SP. - ADILSON FÉLIX
Ele foi o primeiro namorado dela. Ela, a primeira namorada dele. Atletas das seleções brasileiras de vôlei masculino e feminino, os ponteiros Murilo Endres (30) e Jaqueline Carvalho Endres (27) dividem a mesma paixão pelo esporte, mas são as diferenças em suas personalidades que constituem o ponto forte da duradoura relação de 12 anos. "Sou mais tímido e reservado. Aprendi com Jaque a demonstrar amor. Completamos um ao outro com defeitos e qualidades. São 12 anos sem ruptura", diz Murilo, eleito em 2010 o Melhor Atleta do Ano pelo Comitê Olímpico Brasileiro e o Melhor Jogador do Mundo no Campeonato Mundial da Itália, quando o Brasil foi tricampeão. "É difícil brigarmos, mas sou a mais brava. Ele é o tranquilo. Crescemos juntos, ele foi o meu primeiro amor", orgulha-se a bela, medalhista de ouro nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Casados há dois anos, os jogadores, ambos donos da camisa 8 tanto na seleção quanto em seus times - ele, no Sesi-SP, vitorioso da Super Liga 2010/2011, e a amada no Osasco -, pretendem celebrar a união. "Como quase não temos tempo, casamos em uma cerimônia simples, de dia. Fomos treinar e, na volta, passamos na padaria, compramos pães, frios e fizemos café. Foi o nosso jantar, era a véspera da final do Campeonato Paulista. Mas queremos fazer festa, com vestido e tudo", adianta Jaqueline. "Nem lua de mel tivemos. Na seleção, é difícil termos mais de cinco dias livres e nem sempre esse tempo livre 'bate'", conta o irmão do meio de rede Gustavo Endres (35), também da Seleção Brasileira de Vôlei. Com exclusividade, o casal de atletas abriu seu apartamento, em SP. - Como vocês se conheceram? Jaqueline - Em meu primeiro ano em SP, quando cheguei do Recife, aos 14 anos, Murilo foi assistir a um jogo meu. Tímido, ele pediu para um amigo pegar o meu telefone, mas demorou três meses para ligar. Quando nos conhecemos, falei: 'Não sou menina de ficar, sou de namorar'. Ele disse que queria namorar, mas, para me irritar, às vezes, fala que ficou comigo. Para mim, sempre foi namoro. Crescemos juntos. Ele foi meu primeiro namorado, primeiro tudo. Murilo - Era 1999. Eu a achei a jogadora mais bonita. Era envergonhado, mas só levei três meses para ligar porque morávamos em repúblicas e não tínhamos telefones. Jaque foi minha primeira namorada e a única até hoje. - Decoram a casa juntos? Jaqueline - Um arquiteto me ajudou com a iluminação, mas sou eu quem está decorando. Murilo - E eu faço o churrasco! Escolhemos a casa pela varanda. - Vocês conseguem um tempo a sós no dia a dia? Jaqueline - Às vezes eu o vejo somente à noite, mas esquecemos do vôlei em casa, local onde essa palavra não existe. Murilo - Em média, treinamos seis horas por dia, fora as viagens, que são no mínimo três dias fora de casa. Não damos conselhos um ao outro, pois o vôlei masculino é diferente do feminino, onde a rede é mais baixa e a força do ataque é menor. Sempre respeitando essas diferenças, trocamos, às vezes, uma ideia. - Têm planos para herdeiros? Jaqueline - Estamos em uma fase boa da carreira. Penso nas Olimpíadas de 2012 e só depois disso irei refletir sobre ser mãe. Por enquanto, meu filho é o Kyo, cãozinho que comprei na Espanha. Murilo - Nós temos muita vontade de ter filhos. Eu não precisaria parar de jogar, mas Jaque teria de ficar um ano fora e achamos que agora não é o momento. Ela tem os seus sonhos e objetivos profissionais e eu me preocupo com a sua felicidade.

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