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INFLAMAÇÕES NA GENGIVA DEVEM-SE EM ESPECIAL À FALTA DE HIGIENE ORAL

por <b>Alice Arita</b> Publicado em 23/12/2008, às 14h51 - Atualizado às 15h38

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A principal causa de gengivite é a falta de higiene bucal, ou seja, não escovar os dentes ou escová-los de maneira inadequada após as refeições e não passar fio dental para retirar os resíduos de alimento que se alojam entre os dentes e no interior da gengiva. Outra causa comum de inflamações na gengiva, sobretudo em pessoas que higienizam mal a boca, é a "placa bacteriana". Trata-se de uma "massa" calcificada composta de substâncias salivares, resíduos de alimentos e bactérias que se deposita na superfície dos dentes e nos espaços entre eles. O estresse e a má posição dos dentes também podem provocar gengivite mesmo em quem higieniza bem a boca. Por volta de 90% dos estressados rangem os dentes, em especial dormindo, e a má posição dental leva a pessoa a morder errado; nas duas situações, os tecidos da gengiva sofrem traumas e irritações. Há a penetração de restos alimentares. Eles se decompõem, as bactérias se multiplicam, atacam os tecidos gengivais e os inflamam. E mais: as substâncias presentes no cigarro, especialmente a nicotina, tanto podem causar quanto intensificar a gengivite. O sintoma inicial da doença são os sangramentos, percebidos sobretudo ao se escovar ou passar fio dental nos dentes. Outros sintomas são: inchaço, vermelhidão, sensibilidade, desconforto, flacidez do tecido gengival, mau hálito e, nas situações mais graves, também dor. Se o portador não vai ao dentista e não se trata, a inflamação pode se aprofundar a ponto de atingir as estruturas de sustentação dos dentes, como os ossos e os ligamentos periodontais, o que caracteriza uma doença conhecida como periodontite. Quem tem periodontite e não se trata pode perder os dentes. Mas essa doença é mais complicada e perigosa para os portadores de lesão cardíaca congênita ou adquirida e para os imunodeprimidos. Neles, há a possibilidade de as bactérias caírem na corrente sanguínea e provocarem endocardite, moléstia às vezes fatal. O ideal é prevenir-se. É possível evitar a gengivite com algumas medidas básicas. Cuide bem de sua boca, escovando os dentes com uma escova macia e passando fio dental após as refeições. Controle o estresse - boa alternativa é praticar regularmente atividades físicas. Faça revisão de sua situação dentária a cada semeste. Quem tem dentes mal posicionados ou tortos também deve consultar o dentista, porque é possível amenizar o problema, por exemplo, com o uso de aparelhos. Pessoas com sintomas, enfim, devem consultar um dentista. Quanto mais cedo isso ocorre, melhor o resultado e menores os riscos. Hoje há exames de imagem, como radiografias, que facilitam a visualização da situação dentária do paciente. Gengivites simples muitas vezes se resolvem só com uma boa higienização e fazendo-se bochechos por 1 minuto, duas vezes ao dia, com substâncias que tenham clorexidina a 0,2% na fórmula. Nas gengivites mais intensas e nas periodontites por placas bacterianas, faz-se raspagem. Quanto maior e mais profunda a inflamação e a conseqüente perda óssea, maior a dificuldade de recuperação completa e também o risco de seqüelas. Por isso, evite que a doença periodontal avance.