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Gil Vicente traz polêmica para a Bienal

Artista se retrata como um serial killer político

Redação Publicado em 28/09/2010, às 20h37 - Atualizado em 03/10/2010, às 21h37

Gil Vicente traz polêmica para a bienal - REUTERS
Gil Vicente traz polêmica para a bienal - REUTERS
Seguramente um dos grandes destaques da 29ª Bienal de Artes de São Paulo, a série Inimigos, do artista plástico Gil Vicente (52), está gerando muita polêmica. Os desenhos em carvão, já expostos em Natal, Recife, Campina Grande e Porto Alegre, retratam cenas de assassinatos de líderes políticos cometidos pelo próprio artista pernambucano. A exposição tem imagens como a que mostra Gil degolando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (64), atirando contra a cabeça do antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso (79) e da rainha da Inglaterra, Elizabeth II (84). "A série pode ser vista como uma fantasia, em que eu sou o super-herói. Mas é fruto de uma indignação séria. Todos roubam, em todas as esferas. Mas o sistema é blindado, ninguém consegue mudar", sentencia Gil. Mesmo sob protesto da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, de São Paulo, as obras ficam expostas até dezembro na mostra, que tem como tema da edição o verso do poeta carioca Jorge de Lima (1893-1953): "Há sempre um copo de mar para um homem navegar."