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Gabi: ‘É uma delícia fazer a Raquel’

Com exclusividade à ‘CARAS Online’, a atriz Gabriela Carneiro da Cunha afirmou se divertir com seu papel em ‘Morde e Assopra’ e o comparou com sua personagem em ‘Passione’, a Cris

Redação Publicado em 19/08/2011, às 09h32 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

Gabriela Carneiro da Cunha - Marcio Nunes/TV Globo
Gabriela Carneiro da Cunha - Marcio Nunes/TV Globo

Com um divertidíssimo papel em Morde e Assopra, onde vive um romance com o Élcio, interpretado por Otaviano Costa (38), Gabriela Carneiro da Cunha (29), a Raquel, se diz muito feliz com seu desempenho na trama e com as pessoas que divide os sets de gravações da Rede Globo. “É uma delícia, acho que isso resume bem. A Raquel é um daqueles personagens que a gente trabalha se divertindo. O texto do Walcyr Carrasco (59), a equipe da novela e ainda o elenco que eu trabalho mais diretamente fazem eu ter prazer a cada vez que vou gravar”, contou a atriz com exclusividade à CARAS Online.

Na entrevista, Gabriela também falou da sua preparação para assumir o compromisso na novela global, fez uma comparação de seu papel em Passione, em 2010, com o trabalho atual, além de revelar quais são suas atividades quando não está gravando. Confira!

- De onde tira esse sotaque ‘caipira’? Estudou algum personagem anterior para fazê-lo?

- Tivemos uma preparação de elenco e aulas de prosódia com a Íris Gomes antes da novela começar. Isso foi fundamental, porque não é só entender o sotaque, ele tem que se encaixar na sua boca e ainda tinha que ter uma união entre os membros da família principalmente. Mas na verdade o sotaque ajuda muito na hora de construir a personagem porque, de cara, ele te leva pra um universo que não é o seu.

- Sobre seu romance com o Élcio na trama, sente que o público torce por um final feliz do casal?

- Torce muito. Acho que todos querem que a Raquel seja finalmente feliz no amor. Mas também há muita curiosidade de quando ela vai descobrir que Élcio e Elaine são a mesma pessoa. E o que vai acontecer!!!

- E você, torce?

- É claro! Uma vez fui ver uma peça chamada “Uma Relação Tão Delicada” com a Irene Ravache. Acho que a relação de um ator e seu personagem também poderia ter esse título… Fico feliz, triste, ansiosa tudo junto com ela.

- Esse é seu segundo trabalho na televisão. Anteriormente, deu vida à Cris em Passione. Como é ter esse início brilhante na carreira?

- Acho que tudo isso é fruto de muito trabalho que veio antes, e é claro sorte. Temos que contar sempre com ela nessa profissão. Estou vivendo um momento muito bacana profissionalmente onde estou colhendo os frutos daquilo que plantei há tempos atrás, mas ainda tem muito caminho pela frente e muitos frutos para serem colhidos!!!

- A Raquel é uma personagem “alegre” e “engraçada”, qual o nível de concentração que precisa ter antes das gravações? É diferente da época em que fazia a Cris, uma grande colega de Diana, papel de Carolina Dieckmann (32), e que convivia um drama da “amiga”?

- Às vezes uma personagem alegre e engraçada pode ser mais perigosa do que aquela que sofre, porque podemos cair na armadilha que o clima da personagem traz e deixar de lado a concentração que todo o trabalho exige. Mas é claro que com a Raquel o clima é mais leve, o ritmo dela é mais agitado, existem mais risos do que lágrimas.

- Começou a atuar em cima dos palcos, qual a importância de ganhar experiência no teatro antes de pegar um personagem na televisão?

- Acho que cada um tem uma história e os caminhos são muitos. O meu foi assim e pra mim foi fundamental. Antes de tudo eu desejava aprender esse ofício que eu tanto amo e respeito. O teatro me trouxe o amor pelo ofício, pelo trabalho e pelos parceiros de cena e de vida. É daí que tiro a minha força.

- O que mudou no seu dia-a-dia com esse sucesso na televisão?

- Tento manter um equilíbrio em relação a isso, não deixo de ir a lugares ou de fazer coisas que eu fazia antes, mas é claro que agora é diferente. Percebo olhares, risos, mas é ótimo ver como as pessoas se sentem próximas e o carinho que elas oferecem. Outro dia estava passando na rua e um cara brincou comigo repetindo a fala da Raquel “eu sou difícir, Ércio!”. Achei muito engraçado.

- Já tem um próximo trabalho em vista?

- Estreio em Novembro a peça O Campo, de Martin Crimp e direção de Felipe Vidal. Tenho alguns projetos para teatro no ano que vem, inclusive um que eu estou produzindo. Acabei de gravar um curta-metragem com direção do Vitor Leite. E ano que vem devo filmar outro curta que eu escrevi e vou dirigir.

- Voltando para o início da sua carreira. Quando viu que a administração não era a sua e decidiu se dedicar a carreira de atriz?

- Acho que de alguma maneira sempre soube que não era a minha, mas naquele momento não sabia o que era. Comecei a fazer teatro sem muita pretensão, mas depois da primeira vez que subi no palco sabia que era aquilo que queria fazer.

- Qual ou quais seus grandes ídolos na profissão?

- Todos aqueles que são corajosos e sonhadores. Na carreira, Paulo Autran, Fernanda Montenegro, Walderez de Barros. Aprendo muito só ouvindo as histórias que eles têm pra contar. As dificuldades eram diferentes, mas acho que tem uma coisa de pioneirismo que eu admiro muito. Eles montaram os primeiros textos já encenados no Brasil, criaram obras com uma identidade brasileira, enfim é preciso ser muito sonhador e corajoso para isso.

- E na vida?

- Na vida, minha família, que é e sempre foi um lugar de força, alegria e afeto.

- Fora dos sets de gravações, o que costuma fazer para se distrair?

- Gosto de estar com amigos, cinema, teatro. Meus pais moram em Itaipava então vou muito pra lá recarregar as energias.

- Pratica esportes?

- Sempre pratiquei ioga, mas á algum tempo tive uma lesão na coluna e agora estou treinando na academia para fortalecer minha musculatura.

- Vimos que canta muito bem, tem algum projeto dentro da música?

- A música é uma herança de família. Minha avó e minha mãe sempre cantaram. Eu uso muito no teatro. Já cantei na noite com um antigo namorado (risos). Era ótimo! A música pra mim é aquele sonho que você deixa em um cantinho e as vezes olha pra ele e cochicha “um dia…” mas ainda não acho que chegou a hora, só espero não deixar esse dia passar. Fazemos muito isso na vida.

- Quais são seus cantores prediletos?

- Em um primeiro lugar muito distante do segundo está Bob Dylan. Se tivesse que escolher uma trilha sonora pra minha vida seria dele. Mas ouço de tudo um pouco, Caetano Veloso, Chico Buarque, Tom Zé, Beirut, Maria Bethânia ah… aqui na nossa terra a lista é longa!

- Tem uma viagem que marcou sua vida?

- Tailândia. Eu tinha 18 anos e estava morando a 8 meses na Austrália sozinha. Fui de “mochilão” com amigos viajar pela Ásia e, de repente, me vi nesse lugar estranho que eu mal sabia apontar no mapa. Lá percebi como o mundo é grande. Quando voltei tudo mudou. Comecei a fazer teatro e aqui estou.

- Tem algum lugar que ainda gostaria muito de conhecer?

- Grécia, Turquia, Laos, África do sul, e aqueles que eu mal saberia apontar no mapa…