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A exposição laureada da artista Christina Oiticica

Depois de oito anos, artista Christina Oiticica volta com suas telas ao Rio e ganha troféu por destaque na cultura

Redação Publicado em 31/01/2012, às 12h52 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

Antônio Grassi, Paloma Amado, Ivo Pitanguy, Arnaldo Niskier e Christina: honra. - Gianne Carvalho
Antônio Grassi, Paloma Amado, Ivo Pitanguy, Arnaldo Niskier e Christina: honra. - Gianne Carvalho

O sorriso permanente e o brilho nos olhos por rever amigos e admiradores explicitavam a alegria de Christina Oiticica (60) ao chegar à Casa Brasil. Após oito anos sem expor no Rio, a artista plástica, que vive na Europa, veio à sua cidade natal inaugurar uma mostra com 54 obras e também ser laureada com o Troféu Jornal do Brasil de Cultura, pelo seu destaque nas artes. “Sou carioca e é sempre muito emocionante receber os amigos, alguns de infância, estar perto deles”, contou Christina. “Essa exposição se chama Mãe Terra porque reúne quadros que deixei no solo de várias partes do mundo. Tem do Caminho de Santiago, na Espanha, do Caminho de Kumano, no Japão, dos Alpes Suiços, e da Ilha de CARAS... A natureza é a coautora das minhas telas”, explicou a artista, acompanhada da mãe, Paula Oiticica (80). “Adoro os trabalhos da minha filha, são muito bonitos. Eu a incentivo desde a sua infância e nunca consigo ficar muito tempo longe da Christina. Agora mesmo acabei de voltar da Europa e, em breve, retorno para lá. Mas assistir à exposição aqui é outra coisa”, derramou-se dona Paula.

Marido há 32 anos de Christina, o escritor Paulo Coelho (64) não pôde prestigiá-la por estar no Fórum Econômico Mundial, na Suíça. Mas um texto dele sobre a mulher, emoldurado em um dos ambientes, emocionou os convidados. “Estávamos no verão de 2002. Alugamos um pequeno quarto em um hotel duas estrelas na França, onde começamos a passar cinco meses por ano. A simplicidade nos confirmou que as coisas mais sofisticadas do mundo são aquelas que estão ao alcance de todos. Para o meu trabalho, tudo que precisava era um computador portátil. Acontece que minha mulher é... pintora. E pintores precisam de grandes ateliês para produzir e guardar seus trabalhos... Entretanto, olhando em volta, olhando as montanhas, os vales, os rios, os lagos, as florestas, ela pensou: por que não permito que a natureza trabalhe comigo? Daí nasceu a ideia de armazenar as telas ao ar livre. Eu levava o laptop e ficava escrevendo. Ela se ajoelhava na grama e pintava. Um ano depois, quando retiramos as primeiras telas, o resultado era original e magnífico”, relatou o escritor.

Na noite do evento, além de Christina, alguns dos seus fãs famosos também foram agraciados com o Troféu Jornal do Brasil: o cirurgião plástico Ivo Pitanguy (85), Destaque Especial, o imortal da Academia Brasileira de Letras Arnaldo Niskier (76), Educação, e a escritora Paloma Jorge Amado (60), pelos cem anos de nascimento do pai, Jorge Amado, falecido em 2001. “Estou feliz de receber esse tributo no mesmo local da exposição de Christina. Ela e o Paulo Coelho sempre foram pessoas muito queridas com nossa família. Abrimos o ano de centenário do meu pai em grande estilo”, disse Paloma, ao lado de Antonio Grassi (58), presidente da Funarte, que representou a ministra da Cultura, Ana de Hollanda (63), na homenagem ao Barão do Rio Branco (1845-1912), um dos fundadores do Jornal do Brasil. “Os quadros me encantaram. É interessante a interação entre arte e matéria bruta”, enalteceu Grassi para Jean-Claude Moyret (56), o cônsul-geral da França no Rio, Ângela Moreira (57), presidente do Jornal do Brasil, e Laudemar Aguiar (51), secretário-geral do comitê nacional de organização da Rio + 20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, que será em junho. Presentes ainda o casal José Dirceu (65) e Evanise Santos (44), a diretora da B. Licenças Poéticas, Bia Duarte (55), e as socialites Claude Amaral Peixoto (68) e Gisella Amaral (71).