Revista CARAS
Busca
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARASSpotify Revista CARAS

Evento alerta sobre o glaucoma, doença que pode levar à cegueira

Carlos Akira Omi Publicado em 28/05/2008, às 17h56 - Atualizado em 06/07/2010, às 18h31

WhatsAppFacebookTwitterFlipboardGmail
Carlos Akira Omi
Carlos Akira Omi
A Sociedade Brasileira de Glaucoma e a Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma promoveram na segundafeira, 26, o Dia Nacional de Combate à Cegueira pelo Glaucoma. Médicos oftalmologistas de todo o Brasil participaram de um grande esforço de divulgação e prestação de esclarecimentos sobre a doença, principal causa de cegueira irreversível no planeta. Em São Paulo, a população teve acesso a informações e exames de pressão intra-ocular em evento na Câmara Municipal, além de palestras em vários pontos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o glaucoma atinge 65 a 70 milhões de pessoas. Calcula-se que haja no Brasil 1,8 milhão de portadores, metade não diagnosticada. A doença atinge 1,5% a 2% da população com mais de 50 anos. Após os 70 anos, esses números sobem para 6% a 8%. Em geral não há sintoma. As primeiras indicações - perda gradativa da visão - costumam aparecer tardiamente, às vezes quando não é possível fazer mais nada. O glaucoma é uma doença crônica causada pelo aumento da pressão intra-ocular. O mecanismo é o seguinte. Dentro do olho existe um líquido - humor aquoso - que é produzido e drenado sem parar. Quando a drenagem não é adequada, ele se acumula e pressiona o órgão por inteiro, incluindo os vasos sanguíneos. O sangue deixa de nutrir os tecidos oculares. O mais prejudicado é o nervo óptico, que leva as imagens captadas pelos olhos ao cérebro para serem reconhecidas. A pressão intra-ocular danifica o nervo. A pessoa vai perdendo a visão periférica sem perceber e, em seguida, a visão central. Se o problema persistir durante anos, até décadas, e não for descoberto e tratado, ela fica cega. A doença ocorre nos dois olhos. Pode se manifestar em qualquer pessoa. Estão mais suscetíveis, porém, aquelas que apresentam histórico de glaucoma na família; as que têm pressão intra-ocular elevada - o normal é entre 10 e 20 milímetros de mercúrio; descendentes de africanos; diabéticos; portadores de miopia grave ou de lesões oculares; e quem faz uso regular e prolongado de colírios com corticóide. Vale destacar que, além do glaucoma crônico, há outros 40 tipos, como o de pressão normal e o congênito. Nesse último caso, o bebê já nasce com pressão alta ocular. Ele tem dor, sensibilidade à luz e lacrimeja muito. Cabe ao oftalmologista fazer o diagnóstico e o tratamento adequado, para que a visão da criança seja preservada. Indivíduos com histórico de glaucoma na família devem consultar seu oftalmologista na periodicidade que ele indicar após os 45 anos. O mesmo vale para as outras pessoas mais susceptíveis citadas. Quanto mais cedo a doença é identificada e tratada, maior a chance de controlá-la. O passo inicial ao se diagnosticar glaucoma é medir a pressão intra-ocular do paciente. Comprova-se a doença com exames de imagem e exames do nervo óptico (fundo de olho). Glaucoma não tem cura, mas é possível controlar a pressão intra-ocular, o que é feito basicamente com colírios. Indicam-se as cirurgias quando estes não surtem mais efeito na manutenção da pressão. As cirurgias consistem em abrir canais para o escoamento do humor aquoso. Em geral se conseguem bons resultados no tratamento com medicamentos ou cirurgia, preservando a visão de que o paciente dispõe.