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Etimologia

Instrumento destinado a medir a pressão atmosférica, a altitude e prováveis mudanças de tempo, barômetro formou-se com os compostos gregos báros, gravidade, e métron, medida. Esporte que vem crescendo no Brasil, golfe veio do holandês kolf, pau, bastão.

Redação Publicado em 06/02/2012, às 20h03 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

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Barômetro: da influência do francês baromètre e do inglês barometer, palavras radicadas nos compostos gregos báros, gravidade, e métron, medida, designando instrumento destinado a medir a pressão atmosférica, a altitude e prováveis mudanças de tempo. Foi inventado pelo físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647). Órfão de pai muito cedo, foi educado por um tio que era monge e o enviou a Roma para aprender ciências com outro monge, o beneditino Benedetto Castelli (1577-1644). Ele morreu de febre tifoide aos 39 anos, depois de ter trabalhado por três meses com o físico e astrônomo italiano Galileu Galilei (1564-1642).

Edulcorar: do latim tardio edulcorare, tornar doce, que em latim é dulcis, explicando a retomada do fonema (som) e do grafema (escrita) ele no verbo, ainda que omitido em “doce”. No francês édulcorer o fonema e o grafema ele não aparecem explicitamente em doux, doce, que lhe serviu de base, mas no italiano dolce o fonema e o grafema ele estão explícitos. Significa tornar doce pelo acréscimo de açúcar, mel, xarope ou outra substância equivalente, como quando a mãe torna doce um remédio amargo para que o filho aceite tomá-lo. E, no sentido metafórico, suavizar o que se vai dizer, escrever ou fazer, mediante palavras e ações menos duras. Informações que poderiam ser malrecebidas pelos destinatários podem ser aceitas com resignação quando vêm edulcoradas por pessoas de confiança, pois edulcorar não tem o sentido de enganar, mas de ser delicado, respeitando o interlocutor.

Golfe: do holandês kolf, pau, bastão, pelo inglês golf, taco, bastão. Veio a designar no inglês jogo de origem escocesa, que consiste em bater com um taco numa bola pequena e maciça com o fim de fazê-la entrar em diversos buracos distribuídos num campo de grande extensão, no menor número possível de tacadas. No Brasil, ainda é pouco praticado. Mas aumenta o interesse por esse esporte em estabelecimentos especialmente dedicados a descanso, entretenimento e férias, que oferecem a modalidade minigolfe em espaços pequenos, do tamanho de um jardim médio.

Interpôr: do latim intrometere, de inter, entre, e ponere, pôr entre, intercalar, colocar obstáculo. Este verbo aparece em vários contextos, designando desde o ato físico de pôr uma coisa entre outras duas, como fica uma foto central, posta entre a da esquerda e a da direita; uma pessoa que, em caso de confronto entre a polícia e a multidão, interpõe-se entre eles para o diálogo, o que faz também um mediador para solucionar determinado conflito entre as partes; até o ato jurídico de interpor recurso, isto é, inserir novos argumentos em eventual litígio.

Navio-fantasma: de navio, do latim navigium, a partir de navis, nave, embarcação ou que tenha a forma de uma embarcação, como a nave de uma igreja, e fantasma, do latim phantasma, aparência de coisa irreal, em geral aterradora, apavorante, assustadora ou no mínimo surpreendente. Designa embarcação encontrada à deriva, em alto-mar, sem ninguém a bordo, mas que continua a navegar. Um dos casos mais famosos deu-se com o navio Mary Celeste, que em 7 de novembro de 1872 partiu de Nova York com destino a Gênova, na Itália, carregado de 1701 barris de álcool. Viajavam o capitão, de 37 anos; sua esposa, de 31; a filha de ambos, de 2; e sete marinheiros. Em 5 de dezembro, foi encontrado sem nenhuma das 10 pessoas, que nunca mais foram vistas. Houve problemas com o pagamento do seguro porque nove dos barris estavam vazios, o único bote salva-vidas sumira, uma de suas bombas d’água fora desmontada, os pertences dos passageiros estavam nos alojamentos e o navio estava em boas condições.

Riqueza: de rico, do gótico reiks, poderoso, e o sufixo eza, comum na formação de palavras em que o adjetivo, com adaptações, fornece o étimo para o substantivo, como em pobre, pobreza e certo, certeza. Designa abundância, no sentido denotativo, como a riqueza de Eike Fuhrken Batista (55), o homem mais rico do Brasil, como também no metafórico: a riqueza artística das fantasias de carnaval. O Brasil tem muitas riquezas, mas no sentido denotativo elas são mal distribuídas. Nosso país é um dos mais desiguais do mundo. Entre os 50 mais ricos, é o segundo mais desigual.