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Em entrevista a Regina Casé, Dilma diz que é mais difícil ser mulher comum que presidente

Entrevista de Regina Casé com a presidente Dilma Rousseff foi exibida neste domingo, 9, no 'Esquenta'. No bate-papo, Dilma defendeu o sistema de cotas e diz que não sente discriminação no cargo que ocupa

Redação Publicado em 09/12/2012, às 14h23 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Regina Casé entrevista a presidente Dilma Rousseff - TV Globo/Roberto Stuckert Filho
Regina Casé entrevista a presidente Dilma Rousseff - TV Globo/Roberto Stuckert Filho

Na volta do Esquenta à grade da Globo neste domingo, 9, a emissora exibiu a entrevista de Regina Casé (58) com a presidente Dilma Rousseff (64). Entre os assuntos abordados, está a discriminação racial. "Muita gente dizia 'esse programa da Regina só tem preto'", contou a apresentadora.

Dilma aproveitou o tema para defender o sistema que prevê cotas para negros em universidades públicas. "A questão racial no Brasil tem que ser sem melhor enfatizada. A pessoa não pode admitir discriminação", disse a presidente, citando o histórico dos negros no país, que eram tratados como escravos e lutam até hoje por igualdade social. "Por isso que a política de cotas é importante. A cada quatro pessoas que recebe Bolsa Família, três são negros", contou.

Questionada se sofre preconceito por ser mulher em um cargo tão importante, Dilma afirmou que não. "Eu acho difícil ser presidente homem ou mulher. Acho que é mais difícil ser uma pessoa comum porque tem muita violência ainda contra a mulher, tem muita diferença de salário", justificou. "Sou mais protegida", explicou.

A presidente falou ainda sobre o bom momento do Brasil frente aos demais países. "O mundo percebe que o Brasil anda pelos seus próprios pés e não é pretencioso, não é arrogante, não se acha, não se coloca como melhor que ninguém".

Netinho

Dilma contou que o neto, Gabriel (2), está na fase de dizer não. "Descobri alguém que diz não pra presidente", brincou Regina. O garotinho, nascido em setembro de 2010, é filho de Paula Rousseff Araújo, única filha de Dilma.

A apresentadora quis saber o que a presidente nunca imaginou que veria, e vê hoje. "A coisa mais importante que nunca pensei que ia ver é a democracia. Pensei que não ia ver o Brasil ter pago o Fundo Monetário Internacional e hoje o Fundo deve para o Brasil. Estou vendo o Brasil crescer", disse. Por fim, as duas brincaram com o lema do programa, que Dilma avisou que vai usar em suas falas. "Você diz 'o que o mundo separa, o Esquenta junta'. Eu digo 'o que o mundo separa, o Brasil 'ajunta'", brincou.