DIRA PAES ABRE SUA CASA ECOLOGICAMENTE CORRETA

MUSA DO CINEMA AFIRMA QUE A BREJEIRICE LIMITA-SE À APARÊNCIA: 'SOU UMA MULHER MODERNA E INDEPENDENTE'

quarta 4 julho, 2007
Em seu refúgio, no Rio, atriz fala dos 22 anos de cinema e do namorado, o câmera Pablo Baião
Em seu refúgio, no Rio, atriz fala dos 22 anos de cinema e do namorado, o câmera Pablo Baião
Dira Paes (38) nasceu em Abaetetuba, no interior do Pará. Radicada no Rio de Janeiro, faz questão de morar em uma casa de estilo rústico. Mas salienta que não é "bicho do mato". "Sou uma brasileira genuína. E, apesar de ter nascido no interior, fui criada na capital, Belém, uma cidade grande. Não passei a minha infância subindo em árvore e caçando sapo", diverte-se a atriz, a Solineuza de A Diarista. "Meu contato com a natureza hoje é bem maior por opção. O mato é o meu refúgio", completa ela, que encontrou um lugar perfeito para viver, próximo do urbano e do verde, no bairro carioca da Barra da Tijuca. Há oito anos, Dira comprou o terreno e há quatro começou a construir seu lar. O lugar é reservado, situado em uma ilha, e bucólico, com mais de dez tipos deárvores. "Aqui é tudo ecologicamente correto, com coleta seletiva de lixo, captação da água da chuva e geração de energia solar", conta, orgulhosa, a bela morena. Após o fim de um casamento de nove anos com o roteirista Gustavo Fernandez, em 2005, ela vive há um ano e meio outra história de amor, com o assistente de câmera Pablo Baião (29). "Ele foi um grande encontro, uma dessas coisas mágicas da vida. Só sei que estou feliz da vida no momento", festeja. Outros motivos de felicidade são a premiadíssima carreira de 22 anos no cinema, já participou de 25 filmes, e os projetos que vêm realizando na área. Está em cartaz com Baixio das Bestas e estréia até o fim do ano o longa A Festa da Menina Morta. Por trás das câmeras, produz pela quarta vez o Festival de Belém do Cinema Brasileiro, que termina no domingo, 8; e o Circuito Itinerante FestCineBelém, que promove sessões gratuitas durante todo o ano em sua terra natal. "A gente é que nem mesa, precisa dos quatro apoios perfeitos para não ficar 'manca'. Estou conseguindo me manter de pé!", resume. - Organizar mostras é uma forma de se reaproximar das raízes? - Moro no Rio há 20 anos e ia a Belém como visitante. Queria vínculo. Comecei a carreira no cinema e queria estar mais perto de minha terra através dele. E a região Norte não tinha nenhum festival. - Você ter escolhido este "sítio" para morar também tem a ver com sua ligação com o Pará? - Era mais urbana lá. Aqui, busquei qualidade de vida. Tenho o privilégio de me sentir em veraneio estando em casa. Em Belém, não sei se teria uma casa desse jeito. - Você mesma é a arquiteta? - Fiquei quatro anos estudando o terreno. A posição da casa foi planejada em função do movimento do sol e o jardim é o personagem principal. Plantei mais de dez tipos de árvores de frutas como carambola, jabuticaba, coco, goiaba, manga, banana, cupuaçu, acerola... - Como você, tudo genuinamente brasileiro... - Sou uma mistura de raças e saí com o estereótipo da mulher brasileira: a morenice, os olhos, as zigomas (maçãs do rosto) salientes... - Se acha bonita, sensual? - Tenho uma sensualidade natural que poderia explorar mais. Mas a brejeirice fica só na aparência. Minha realidade não é essa. Gosto do natural, mas também adoro tecnologias. Sou uma mulher moderna e independente. - Também é moderna em relação à beleza? - O cuidado com corpo não me tira o sono, mas freqüento a academia. Minha mãe tem 73 anos e está com tudo em cima, espero ter herdado os genes dela porque não penso em fazer plástica. Gosto até dos meus defeitos. - Quais defeitos? - Até os 25 anos, nem usava decote, achava que era ossuda. Depois vi que era bobagem. Não me sinto a melhor mulher do mundo, mas realizo meus sonhos. - O que falta realizar? - Vários projetos, gosto de desafios. Sei que é clichê mas está nos meus planos ser mãe... É tão feminino isso. Tenho vontade, mas não fico planejando. Sou do tipo imediatista. - E o romance com Pablo? Como está? - Estou vivendo um momento especial, isso transparece. Ele foi um grande encontro, uma dessas coisas mágicas da vida. Não tem uma explicação palpável, cartesiana. Os encontros têm de ser valorizados, são raros. - A casa é grande, dá para pensar em família... - É mesmo, e ainda estou construindo... Quem sabe um dia largo o cinema para ficar só aqui cheia de filhos (risos)? Agradecimentos: aMargarida, Junia Machado, Tidsy; Produção: Claudia Mello; Beleza: Adriana de Bossens. FOTOS: SELMY YASSUDA /ARTEMÍSIA

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