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Destaque do Jornalismo, Sandra Annenberg considera: 'Meu tempo chegou'

Sandra Annenberg atribui prêmio de Destaque do Jornalismo à sua história na profissão e à sua família e não apenas ao episódio que deu origem à célebre frase "Que deselegante"

CARAS Digital Publicado em 04/03/2013, às 01h01 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Sandra Annenberg - Felipe Assumpção e Philippe Lima / AgNews
Sandra Annenberg - Felipe Assumpção e Philippe Lima / AgNews

O prêmio Destaque do Jornalismo da 18ª edição dos Melhores do Ano do Domingão do Faustão ficou para Sandra Annenberg (44), que relembrou seu histórico no telejornalismo para agradecer a homenagem: "Esse prêmio representa uma história, ele não é de um ano só, embora o nome seja 'Melhores do Ano'. Pra mim, ele significa uma história de trabalho. Estou há 22 anos na Globo, no jornalismo, há 12 anos no Jornal Hoje e passei por todos os telejornais de rede da TV Globo, fiz muito o Jornal Nacional como substituta da Fátima Bernardes, fiz Fantástico, Jornal da Globo, fui correspondente internacional, fiquei dois anos em Londres, chefiei o escirtório lá, também fui repórter de campo, fiz o SPTV. Enfim, representa uma síntese de 22 anos de trabalho, não acho que foi só o 'que deselegante', que virou um meme, todo mundo falou muito disso, não posso atribuir a isso esse prêmio. Atribuo à minha história".

"Esse prêmio também é do meu marido, Ernesto Paglia, que é o homem que me ensinou a ser feliz e estamos há 20 anos juntos, numa história linda. E desses 20 anos nasceu nossa filha, Elisa, nosso amor, que faz 10 anos esse ano. E da minha família, que me ensinou a coisa mais importante do mundo, que é a ética. A gente pode demorar muito pra conseguir as coisas, mas quando faz direito, com respeito, com gentileza, honestidade, transparência, as coisas vem no seu tempo e está aqui, meu tempo chegou", completou.

Sandra ressalta a experiência com o jornalismo diário e seu envolvimento com as notícias: "Dedico a equipe do Jornal Hoje, porque ninguém faz um jornal sozinho, a gente mata um leão por dia. É estar estranho estar aqui do lado de cá, de celebridade, isso não combina muito comigo. A gente lida com notícias muito ruins no dia a dia, não é nada fácil lidar com aquele tanto de informação, que tem que depurar e conseguir separar da gente. Acabo me envolvendo demais, não consigo ir pra casa sem pensar em tudo o que aconteceu naquele dia, todas as famílias que ouvi dizer terem sofrido por algum motivo, acabo carregando um pouco isso dentro de mim. Então, isso tem um preço e hoje estou me encontrando com as pessoas famosas, é curioso, divertido, um mundo quase irreal, mas não é, estou aqui hoje, está sendo muito inédito".

"As pessoas me abordam com muito carinho e respeito e gosto muito, porque é muito de verdade. Não me olham como alguém inatingível, eles me olham com cumplicidade como os olho pela câmera, olho no olho", destaca ela sobre a relação público/apresentador e vice-versa.