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David Brazil conquista seu ‘paraíso’

Ele revela como venceu na vida, virou exemplo de superação e tema da Grande Rio

Redação Publicado em 23/08/2011, às 18h50 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

Na sala de seu apartamento, com vista para o mar, o carismático promoter opta por décor bem original: sofá com aplicação de cristais e luminária com penas da África. - Mariana Vianna
Na sala de seu apartamento, com vista para o mar, o carismático promoter opta por décor bem original: sofá com aplicação de cristais e luminária com penas da África. - Mariana Vianna

O jeito carismático e expansivo de David Brazil (42) levou sua religiosa família paraibana a pensar que ele seria um pastor evangélico. Nos cultos a que assistia com a mãe, Maria Cícera, já falecida, ele era um dos mais animados e cantava todos os hinos sem dar uma gaguejada. “Ainda sei as músicas, mas tinha um sonho de morar no Rio e consegui. Na época, mamãe fez até vigília para que eu voltasse atrás em minha decisão. Mas Deus me deixou por aqui”, lembra, em seu apartamento, projetado por Elaine Ramos e Jairo de Sender (53), de frente para o mar em um dos condomínios mais luxuosos da Barra. Radicado há 20 anos no Rio, David hoje se orgulha de sua trajetória e de suas múltiplas funções: promoter da rede de churrascarias Porcão e da escola de samba Grande Rio, comentarista da rádio FM O Dia, colunista do jornal Meia Hora e repórter do SBT. Além disso, se tornou amigo pessoal de estrelas como Susana Vieira (69), Juliana Paes (32) e Carolina Dieckmann (32). “Não imaginava essa revolução na minha vida”, responde, com fundo musical de Mariah Carey (41). Até hoje, as conquistas materiais ainda o emocionam. Quando está só, David se pega chorando ao lembrar da infância pobre em um barraco de palafita em Pernambuco. “Agradeço muito aos deuses”, garante ele, que, apesar da simplicidade, e de se considerar evangélico não praticante, conta ter se deslumbrado com a fama quando esteve em um terreiro de macumba há quatro anos. “As pombagiras pediram para tirar foto comigo. Sou conhecido até no astral”, brinca.

E foi a popularidade e a história de vida que inspiraram o presidente de honra da Grande Rio, Jayder Soares (54), a convidá-lo para ser um dos homenageados no enredo do carnaval 2012, Eu Acredito em Você! E Você?, sobre superação. “Não é fácil nascer gay, pobre, nordestino, gago e chegar aonde cheguei. Sou iluminado”, avalia.

– Você se considera sortudo?

– Também, mas corro muito atrás. Já fui balconista, caixa de restaurante... Saí da Paraíba de ônibus, na madrugada, porque a passagem era mais barata. Morei em um sobrado onde dividia o banheiro com mais 14 pessoas e nunca desisti. Tanto é que aos 34 anos me dei esse paraíso. Posso ficar nos melhores hotéis, nas casas dos famosos, mas nada se compara ao meu lar nesta cidade.

– Por que a paixão pelo Rio?

– Sou noveleiro e via o Rio, lindo, como cenário das histórias. Também acho o sotaque dos cariocas demais.

– Hoje você já fala como um...

– Sim e já tive três namorados cariocas com sotaque fortíssimo. Isso me faz revirar os olhinhos, para contrariar meu pai, Luiz Joaquim, já falecido. Ele fez de tudo para eu não virar gay. Nasci em 24 de julho, mas só fui registrado um dia depois por causa do número sugestivo e não adiantou.

– E isso já foi um problema?

– Jamais. Aliás, comigo não tem tempo ruim. Nasci para ser feliz e viver rodeado de pessoas bacanas.

– Qual foi a primeira celebridade que conheceu?

– Foi a Claudia Raia. Eu era caixa de um restaurante no Leblon.

– De quem você ainda é fã?

– Até hoje ainda sou tiete da Susana Vieira, Luiza Brunet, Zeca Pagodinho, Hebe e Xuxa. Nunca imaginei que um dia receberia muitos deles na minha casa.