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Cristiana Oliveira mais magra na Europa

Com oito quilos a menos após Insensato Coração, ela fala de suas transformações

Redação Publicado em 31/05/2011, às 19h25 - Atualizado em 05/06/2011, às 16h30

A atriz, que ganhou 15 quilos para seu papel na trama das 9, aprecia a paisagem do Vale do Loire, França. - Rafaella Oliveira
A atriz, que ganhou 15 quilos para seu papel na trama das 9, aprecia a paisagem do Vale do Loire, França. - Rafaella Oliveira
Há cerca de três anos Cristiana Oliveira (47) estuda História da Arte. A dedicação encontrou seu ápice em um momento especial, quando levou pela primeira vez para a Europa sua primogênita, Rafaella (23), da relação com o fotógrafo André Wanderley (50). Na viagem, a atriz se emocionou ao narrar fatos que aprendeu sobre o velho continente. "Era um sonho da Rafa que consegui realizar. E ainda por cima ela me clicou, fez ótimas imagens", disse Krika, que se decidiu por Roma e Paris apesar de estar fazendo uma rígida dieta. Ela já perdeu oito dos 15kg que engordou. Dois deles durante a temporada europeia. "Não tive preguiça, chegava cansada ao hotel e ia para a esteira correr", conta ela, cujo peso ideal é de 61kg. O fato de engordar tanto teve motivo nobre. Foi a maneira que ela encontrou para melhor caracterizar a presidiária Araci, que viveu na novela Insensato Coração. Ela também visitou presídios femininos para entender o universo da trama. O papel, uma participação que considera das mais marcantes da carreira, foi bastante elogiado. "Conversei com detentas, estive em celas. Suas histórias reforçaram em mim a noção de humildade e tolerância", conta a atriz, que está namorando uma pessoa do meio artístico, mas prefere ainda não revelar a identidade. - O que você destaca como imperdível nessa viagem? - Deixamos os pontos turísticos de Paris e fomos a lugares um pouco mais afastados, como o Vale do Loire, Giverny, onde estão casa e jardins de Monet, e o Palácio de Versalhes. Em Roma, passamos pelo Vaticano quando a Praça São Pedro estava sendo preparada para a cerimônia de beatificação de João Paulo II. - O tour foi uma maneira de deixar para trás a personagem? - Não. Araci marcou e ainda vai render outros trabalhos. Ela foi indicação do Fabio Assunção durante conversa informal com o Gilberto Braga. O material que recolhi durante a pesquisa é humanamente tão rico e intenso, vai acabar virando livro ou peça. - O fato de ter que engordar tanto mexeu com o emocional? - Há três anos tive uma transformação interna e passei a valorizar mais o momento. Vivia uma escravidão por ter sido obesa na adolescência. A obsessão era achar que só sendo magra eu seria aceita. Investia na imagem que o outro esperava. Evitava jantar fora com o namorado ou receber em casa para não comer. Foi quando percebi que perdia qualidade de vida, então mudei. - E o que está fazendo agora para voltar ao peso normal? - Evito carboidratos à noite e me exercito durante duas horas por dia. Fiquei chocada com as agressões que recebi de internautas que me desqualificaram por ter engordado. Beleza e magreza não são virtudes, mas sim conquistas. Quero ter saúde ao envelhecer. Minha mãe morreu de fibrose pulmonar e meu pai tem Alzheimer, isso é parte da genética. Estudo para exercitar a memória, que às vezes já me falha. Mas me sinto tão bem fisicamente, que poderia ter um filho aos 47 anos. Sempre achei que apareceria um menino na minha vida, seja concebendo ou adotando.