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Coveiro e casado com um travesti em 'Febre do Rato', Matheus Nachtergaele inaugura discussões sobre relações homossexuais

Em mais uma parceria de sucesso com Cláudio Assis, Matheus Nachtergaele comenta a sua relação com o diretor pernambucano e adianta detalhes de seu personagem no novo longa 'Febre do Rato'

Redação Publicado em 18/06/2012, às 23h16 - Atualizado em 19/06/2012, às 02h16

Matheus Nachtergaele - Thyago Andrade/FotoRioNews
Matheus Nachtergaele - Thyago Andrade/FotoRioNews

Depois das parcerias entre Cláudio Assis e Matheus Nachtergaele em Amarelo Manga e Baixio das Bestas, a dupla estreia para convidados nesta segunda-feira, 18, mais um trabalho conjunto com Febre do Rato. O ator aproveita para comentar o cinema do diretor pernambucano e comentar o seu personagem no novo longa:

"Somos parceiro. O cinema de Cláudio é visceral e autoral, um terreno de experimentação; ele é um homem de projetos de risco, autênticos, e nos dá um bom palco para nosso lindo vômito. Nunca vi um ator ter resistencia a um pedido dele, ele nos incentiva", opinou. "Faço o coveiro Pazinho que é casado com um travesti. De dia ele experimenta o luto, o lado escuro; à noite vive esse amor romântico com o cabeleireiro e maquiador, cheio de brilho. Neste filme, vivo uma crise conjugal por causa do meu machismo. É uma discussão muito superior e profunda, que pode parecer chocante para alguns - não se fala mais se pode ou não pode haver relação homossexual, e sim os conflitos gerados por essa relação", completou o ator.

Questionado sobre o que o deixa com a febre do rato, o ator desabafou sobre as relações que o capitalismo desencadeia: "Sou bem mais ansioso e bravo do que aparento. Muitas coisas me deixam muito nervoso, como a tecnologia e o capitalismo. É extremamente irritante ter que viver para pagar conta. Tenho essa estrela de poder fazer o que penso ser minha vocação. Todos nós sofremos pressão do capitalismo. Às vezes largamos tudo para viver de poesia", disse.

Ele que acaba de viver o personagem de Joãosinho 30 (1933 - 2011) nas telonas, bailarino que mudou a estrutura da maior manifestação cultural popular do mundo - o Carnaval, comenta sua relação com a televisão: "Vim do teatro. Faço tevê com o maior amor, mas sabendo que é a única forma de acesso a uma obra de arte para a maioria da população. Então é muita responsabilidade, um momento crucial. É nisso que penso quando aceito fazer uma novela. O que passa pela minha cabeça é o contrário do pensamento de que vou ganhar dinheiro. Claro que vou ganhar melhor, mas nunca é o que me faz pegar o papel. É por isso que alterno tevê com cinema", revelou.