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Clima de fim do ano é oportuno para aparar as arestas da relação

Redação Publicado em 26/12/2012, às 00h46 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

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Se existe algum mês em que as esperanças são renovadas, é dezembro. Quando vai acabando o ano, todos os sonhos parecem se encorpar e se juntar, criando um clima favorável à felicidade, ou pelo menos à crença de que ela existe. Mas, como escreveu o poeta português Luís de Camões(1524-1580), “jamais haverá um ano novo, se continuar a copiar os erros dos anos velhos”. Na vida amorosa, essa é uma verdade crucial. Por isso, casais, abram os olhos — e as mentes, os corações — e aproveitem estes dias de confraternização para se observar e ver o que podem fazer para tornar realmente novo o ano que se avizinha.

Um bom começo é identificar e corrigir os erros recorrentes da vida a dois. Para isso é necessário, antes de mais nada, que cada parceiro abandone a tão corriqueira postura do “eu estou sempre com a razão” e possa, assim, com tranquilidade, identificar os seus erros, assim como os do outro e os do casal. Se ambos conseguirem fazer isso, o casal já terá meio caminho andado para o fim dos conflitos.

Talvez você esteja se perguntando: “Mas por que fazer isso agora?” Porque nesta época os corações estão mesmo mais sensíveis e os desejos de mudança, mais genuínos. A postura de defesa é um jeito que muitas pessoas adotam para se esquivar da dor emocional — real ou imaginária. Elas se protegem do medo sentindo raiva, pois a raiva é uma emoção mais fácil de tolerar. Essa atitude, porém, entrava o autoconhecimento e impede quem a adota de assumir a sua parcela de responsabilidade na relação amorosa. A pessoa não precisa deixar de ser ela mesma para amar, ser amada ou reconquistar uma união que está se perdendo. Mas não custa nada: 

1. Ceder. Muitas vezes é saudável dar um passo atrás, para depois dar dois ou três à frente. Se os dois são sempre inflexíveis, o relacionamento acaba se emperrando.

2. Conversar. Se você me perguntasse quem é a pessoa mais bacana para se casar, eu diria que é aquela com a qual você gosta de conversar. Duas pessoas que conversam têm mais possibilidades de se entender.

3. Ouvir. O que o outro tem a dizer pode ser diferente do que o que você pensa que ele está pensando. Só através da escuta verdadeira é possível “zerar” certos mal-entendidos e atritos.

Só quem está disposto a ceder, conversar e ouvir pode empreender o que vou chamar aqui de “preparo para o novo ano”. Se você faz parte desse grupo, proponha à sua cara-metade listarem todas as características e atitudes que um admira no outro e conversem, em seguida, sobre quais dessas características e atitudes foram se perdendo com o tempo. Em seguida, listem o que mais os desagrada um no outro e que os leva, em alguns momentos, a pensar em desistir da relação. Pode acontecer de alguns pontos serem comuns aos dois.

Discutam, então, sobre o que pode ser mudado, adaptado ou abandonado de ambos os lados. Não estou propondo que um vá fazer só o que o outro quer para evitar conflitos, mas que ambos aprendam com os erros e acertos, para que possam crescer juntos e entrar em 2013 em sintonia. Gostou da sugestão? Então comece agora, não espere a virada do ano, porque, como ensina o poeta mineiro Carlos Drumond de Andrade (1902-1987), “é dentro de você que o Ano-Novo cochila e espera desde sempre”. 

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