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'Cleyde Yáconis era uma tese de teatro', diz Vera Holtz

Vera Holtz comenta a importância de Cleyde Yáconis para a história do teatro brasileiro

Redação Publicado em 15/04/2013, às 22h32 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Vera Holtz e Cleyde Yáconis - AgNews/ Divulgação Globo
Vera Holtz e Cleyde Yáconis - AgNews/ Divulgação Globo

Vera Holtz (59) é uma das atrizes que estudaram o trabalho de Cleyde Yáconis (1923 – 2013). Ao saber da morte da atriz, nesta segunda-feira, 15, ela disse que o teatro brasileiro perdeu uma de suas maiores referências.

“Qualquer atriz da minha época estudava a Cleyde e a Cacilda Becker [1921 –1969]. Elas eram referências de estudo. A Cleyde era uma tese de teatro em pessoa, sempre foi alguém importante na história do teatro”, declarou Vera à CARAS Online.

Vera esteve no elenco Passione (2010), a última novela feita por Cleyde. “Não tive a chance de contracenar com ela, mas sempre que a encontrava nos corredores era de uma cordialidade incrível. O respeito era geral. Não só da minha geração, mas como da geração mais nova. Todo mundo comentava o que era a Cleyde. Ela tinha a capacidade de surpreender várias gerações. Era uma atriz absolutamente apaixonada pela profissão, de um momento único em cena”, disse.

Fã assumida, Vera fez questão de vê-la em cena na peça O Caminho para Meca de Athol Fugard, uma das últimas feitas por ela. “A gente bebia a Cleyde em cena. Eu não queria perder nem um segundo da encenação dela, do gestual, do olhar... A presença cênica dela era absoluta. Ir ao teatro para vê-la atuando era como ir a um templo”, comentou Vera, que também fez elogios à personalidade de Cleyde: “Ela sempre recebia a gente com uma alegria. Sempre aberta. Ela vivia de uma forma muito ligada à natureza, morava em um sítio, isso a renovava. Vivia sorridente”.