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Charme e elegância no 54º Grammy

Intérprete britânica Adele leva seis prêmios na maior festa da música

Redação Publicado em 14/02/2012, às 11h43 - Atualizado às 12h01

Katy Perry, de Elie Saab Couture, e Rihanna, de Giorgio Armani; Paris Hilton, de Basil Soda, e Joyce DiDonato, de Carolina Herrera - reuters
Katy Perry, de Elie Saab Couture, e Rihanna, de Giorgio Armani; Paris Hilton, de Basil Soda, e Joyce DiDonato, de Carolina Herrera - reuters

Glamourosa como deve ser, a 54ª edição do Grammy Awards, noite mais importante da música internacional, reuniu grandes estrelas em Los Angeles. Lindas, talentosas e melhores amigas, Katy Perry (27) e Rihanna (23) mostraram que no red carpet vale tudo para arrasar. Usando um modelo de cauda, Katy pôde brincar com o tom de azul que escolheu para colorir o cabelo, puxado para trás em um topete. Já Rihanna, optou por um sensual longo preto de decotes profundos e fenda. “Este vestido é uma colaboração entre Giorgio Armani e eu mesma. Eu o ajudei a desenhar. Queria um pouco de Michelle Pfeiffer no filme Scarface, simples, mas sexy, e, ao mesmo tempo, um pouco gângster. Armani e eu mantemos uma ótima relação, já que temos trabalhado juntos em algumas campanhas. Ele confia no meu gosto e me deixa brincar um pouco”, explica a cantora de Barbados, exibindo as madeixas loiras. Além dos modelitos, a dupla também chamou atenção pelas performances que protagonizaram durante o evento, e Katy, recém-separada do marido, Russell Brand (36), aproveitou para lançar, ao vivo, seu novo single, Part of Me.

Habituée das mais badaladas festas, Paris Hilton (31) elegeu esta como uma de suas prediletas. “Sempre amei o Grammy, as performances são incríveis”, ressalta a herdeira da rede de hotéis Hilton para a mezzo-soprano Joyce DiDonato (43), em tomara que caia com fios brilhantes ao melhor estilo Cinderela. Inspirada pelo universo musical que tanto ama, Paris aposta na carreira mais uma vez. “Estou fazendo meu álbum com colaborações incríveis. Tem sido muito divertido”, destaca ela, citando o novo trabalho com foco na música eletrônica. “Meu primeiro álbum foi uma experiência interessante; agora a proposta é diferente, sei o que estou fazendo”, diz ela, sobre o álbum Paris, de 2006.

Reafirmando o favoritismo, a cantora britânica Adele (23) foi o destaque da cerimônia. Concorrendo a seis categorias, entre elas as duas mais cobiçadas, Álbum do Ano e Melhor Música do Ano, com Rolling in the Deep, ela não deu chance para nenhum outro artista e acabou levando tudo para casa. “Muito obrigada. Primeiro quero dizer: Mamãe, sua garota conseguiu. Sinto muito por você não estar aqui”, declara, emocionada. “Este tem sido o ano que mais mudou a minha vida. Quero agradecer à minha banda, minha família, amigos, minha mãe, todo mundo”, conclui a artista, igualando o recorde de Beyoncé (30), em 2010, a única mulher a receber o mesmo número de prêmios.

Longe dos palcos há mais de três meses, enquanto se recuperava de delicada cirurgia nas cordas vocais, Adele não poderia escolher melhor ocasião para o seu triunfal retorno, aplaudido por Cindy Lauper (58), Julianne Hough (23), eleita do apresentador Ryan Seacrest (37), Mika Newton (20) e Bruno Mars (25). “Sinto esta emoção, é incrível. Trabalhamos duro e posso dizer que todos ficamos felizes com este reconhecimento”, elogiou o músico, indicado também em seis categorias.

Homenageada com o Lifetime Achievement Award, um reconhecimento pelo conjunto de sua obra, Diana Ross (67) enriqueceu as conquistas do time feminino. “Se a minha vida e a minha música fizeram diferença de algum modo, fico profundamente orgulhosa”, agradece a artista, que dedicou algumas palavras para a grande amiga, a cantora Whitney Houston (1963-2012), encontrada morta na banheira da suíte de hotel, em Los Angeles, um dia antes da premiação. “Não sabia se deveria ter vindo. Era para ser um dia de minha celebração, mas é difícil comemorar com uma perda tão grande. Mas jovens cantores planejaram uma homenagem especial para mim, e treinaram muito, pelo que ouvi. Então, não quis decepcionar ninguém. É duro estar aqui. Minha amizade com Whitney foi tão boa... É uma uma enorme perda, mas a gente tem de pensar que ela está em um lugar melhor”, afirma. Outro talento lembrado durante a noite foi o da britânica Amy Winehouse (1983-2011), que recebeu duas homenagens póstumas, uma delas pelo dueto com Tony Bennett (85). “Este é um momento maravilhoso, uma lembrança comovente”, emociona-se Tony.

Além das performances inesquecíveis, os looks coloridos chamaram a atenção e dividiram as opiniões. Com vestido transparente laranja, combinado a lingerie preta, Fergie (36), líder do Black Eyed Peas, foi uma das mais ousadas da gala. “Comprei esse vestido há duas semanas. Josh amou”, relata a cantora, citando o marido, Josh Duhamel (39). “Estou dando uma pausa nas turnês e na música, mas o Grammy é a sua maior festa, a maior noite, eu tive de vir”, emenda ela, entre as modelos Amber Rose (28) e Nina Senicar (26) e a compositora Bonnie McKee (28), tão estilosas quanto Fergie.

Modelitos sparkling roubaram os holofotes da gala musical e, certas das escolhas, as estrelas foram unânimes ao compor o visual com maquiagem básica. Clássica, a atriz britânica Jane Seymour (61) optou por longo-sereia dourado de um ombro só. Na mesma linha, Kelly Osbourne (27) surpreendeu em look prateado com pregas na cintura. A excentricidade típica da cantora ficou por conta do visual dos cabelos, na cor lavanda. “Tenho apenas 27 e três anos pela frente para me divertir com a cor dos meus cabelos. Quando chegar aos 30, acho que vou ter de me preocupar mais com esse detalhe”, brinca a herdeira de Ozzy Osbourne (63). Com vestido bordado em tons de ouro, Taylor Swift (22) exalava luxo. “Gosto de comprar vestidos bonitos e experimentar novos estilos, mas não me sinto confortável em peças muito ousadas”, explica Taylor, que levou dois prêmios: Canção Country e Performance Country Solo, ambos com o hit Mean. “Ganhei dois novos amigos”, brinca a cantora, referindo-se às estatuetas em forma de gramofone. Brilho também foi opção da cantora Miranda Lambert (28), de nude.

Fechando a noite com chave de ouro, o exbeatle Paul McCartney (69) relembrou sucessos como Golden Slumbers, Carry That Weight e The End e surpreendeu ao chamar ao palco o trio de músicos Bruce Springsteen (62), Joe Walsh (64) e Dave Grohl (43). “E, no final, o amor que você recebe é igual ao que ao amor que você dá”, encerra sir Paul com a célebre frase usada na época dos Beatles.