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Casais separados que retomam a união têm a chance de melhorá-la

Solange Maria Rosset Publicado em 31/05/2007, às 13h51 - Atualizado em 20/10/2012, às 18h14

Solange Maria Rosset
Solange Maria Rosset
Certas separações são muito bem pensadas e planejadas. Outras são impulsivas. Algumas ocorrem por desesperança. Outras, por infantilidade. Mas todas, praticamente sem exceção, resultam dolorosas e deixam marcas nos envolvidos. Mesmo assim, às vezes, após um período separados, os ex-parceiros desejam voltar à relação. E por que não? Se alguns casamentos não dão certo, isso também pode acontecer às separações. E, se ambos querem retomar a união, não há razão para não empreender a tentativa. Nesse caso, porém, é necessário compreender que o momento representa a oportunidade de levar a união a um novo patamar. A hora é preciosa para rever os contratos e para o aumento da autoconsciência e do autodesenvolvimento dos parceiros. Não importam quais foram as razões e as intenções da separação, nem quanto tempo ela durou ou como foi o relacionamento do casal durante o afastamento. Voltar à vida em comum é uma chance de adotar novos comportamentos no padrão de funcionamento do casal, de mudar não só na aparência ou por entusiasmo, fantasia, impulso, mas de tomar a decisão e agir de forma consistente e responsável. Quando ainda há dúvida sobre se é o caso de retomar ou não a relação é de grande importância que cada um faça uma avaliação pessoal e criteriosa de como foi o relacionamento e das razões que levaram à separação. É comum que enquanto juntos os envolvidos não se dêem conta das possibilidades que a convivência traz, como o desenvolvimento de habilidades e o controle das compulsões. Bom caminho para percebêlas é cada um refletir sobre o que aprendeu no relacionamento, o que poderia ter aprendido e não aprendeu e, nesse caso, o que minou a oportunidade de crescer e aprimorar-se. Separados que pensam em voltar devem fazer esse exercício. Os passos a seguir podem ajudálos a tomar uma decisão mais consistente. 1. Sobreviver bem a um final de semana sozinho. É um treino para lidar com a solidão, com a dependência e a independência, com a redescoberta de desejos, de interesses. A experiência ajuda a saber se a volta é movida realmente pelo desejo de retomar a relação ou pela dificuldade de ficar só. 2. Planejar a volta. Pensar no que precisa ser mudado para que a relação não desemboque de novo num conflito incontornável. Avaliar o que é real, o que é teórico e o que é utopia nos seus desejos e planos, assim como as viabilidades e os riscos. Ao planejar a volta e fazê-la gradativamente, sem afobação, a pessoa aumenta a consciência e a responsabilidade pela relação e pelos próprios movimentos dentro dela. 3. Negociar. Lidar com os dados da realidade. Na pressa de retomar o relacionamento, é grande o perigo de se aceitar aspectos inaceitáveis ou fazer de conta que os está aceitando. Ao avaliar todos os ângulos de perdas, desejos, dificuldades, o casal vai poder negociar as trocas, as concessões, os aspectos mais difíceis da relação, enfim. 4. Executar. Como casar ou ir viver junto foi um ritual, a volta também pode ser. Não um ritual exterior, social, mas entre os parceiros. A partir dos passos planejados, entra-se num recasamento, possibilitando novos contratos e experiências. Agir com essa calma e respeitar esses passos são atitudes fundamentais em qualquer volta. A idade da relação não importa. O que vai pesar no sucesso da empreitada é o bom uso que cada um pode fazer do relacionamento e da companhia do parceiro para seu autoconhecimento e aprimoramento.