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Arquivo / Joias e Acessório

Cada joia a seu tempo

As peças de resina ganham status de artigo de luxo e estimulam grifes a investir em novo mercado

Redação Publicado em 02/07/2010, às 18h27 - Atualizado às 19h22

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Pulseira de resina com pedrarias da brasileira mixed - Reprodução
Pulseira de resina com pedrarias da brasileira mixed - Reprodução
Elas são consideradas por muitos historiadores ainda mais antigas que as próprias roupas. E, como parte do processo evolutivo do homem, as joias surgiram para identificar e diferenciar indivíduos de uma mesma tribo. Feitas dos mais variados materiais, como pedras lascadas, conchas, ossos e dentes de animais, elas também agregavam valores abstratos e se tornaram símbolos de status e poder. Acompanhar as transformações da joalheria é rever momentos religiosos, sociais e econômicos. Recentemente, por exemplo, com a crise financeira que abalou o mundo entre 2007 e 2009, grandes bancos quebraram, bolsas de valores despencaram e muitos governos foram obrigados a oferecer ajudas bilionárias. Mas, junto com o medo, veio a cautela. Novas medidas de segurança e regulamentação foram impostas e os governos, as empresas e as pessoas, naturalmente, passaram a gastar com mais cuidado. O mercado de luxo sentiu o baque e agiu rápido. Passou a investir em um novo setor, bastante lucrativo, em meio à recessão. Peças coloridas de resina ganharam a etiqueta de grandes marcas fashion, arrancaram suspiros e movimentaram milhões de dólares. Até mesmo a famosa joalheria Tiffany & CO. criou uma linha de peças feita de laca, um tipo de resina extraída da madeira, criada pela designer italiana de joias Elsa Peretti. Marcas como Marni, Lanvin, Oscar de la Renta, Stella Mc-Cartney e Versace passaram a explorar também esse negócio. Mais baratas do que as joias de verdade, as "casuais" são uma forma bastante interessante de acompanhar a moda, realizar sonhos consumistas de ter algo de determinado designer e se manter sempre elegante. Até um certo preconceito que existia em relação à resina vem sendo superado. "A variedade de lançamentos e as inúmeras combinações de materiais que a indústria fashion faz já têm contribuído para essa mudança de atitude", diz Ana Camargo, gerente de Marketing e Comunicação da Swarovski Brasil. "Aqui, tanto o acrílico quanto a resina são utilizados para dar mais possibilidade ao uso do cristal", completa. Essa mistura de preciosidade,inovação e ousadia dá charme e contemporaneidade às joias e ao look montado com elas. A fast-fashion diminui a data de validade das tendências e aumenta o desejo por novidades. "A bijuteria vem sempre de acordo com a coleção", conta Riccy Souza Aranha, proprietária da Mixed. Diferentemente da joia, ela não é atemporal. E isso permite acompanhar a modamuito mais de perto. "No caso da nossa coleção atual, que tem inspiração russa, as bijuterias são grandes, feitas de resinas, pedras e bordados arrematados com fita, corda de seda ou fecho de metal", diz. Segundo Ana Maria Rudge, dona da carioca Rudge, a mulher ganha ares mais sofisticados e femininos com os acessórios. "E a resina apresenta uma gama variada de cores, é bastante versátil, leve e garante efeitos e resultados incríveis", ensina. Mesmo no que diz respeito à produção, esse material tem diversas qualidades e expande o leque de opções. "Com a tendência do maxiacessório cada vez mais crescente, fez-se necessário atender a isso com conforto", acrescenta Ana, da Swarovski."A resina é extremamente leve e confortável e permite formas mais volumosas", explica. Hoje, as grandes grifes já oferecem em seu portfólio a possibilidade do look completo. E as joias de resina são a cereja do bolo. Ousadas, modernas, relativamente baratas e agora com selo de garantia de um nome importante. Elas são o frescor dos novos ares de um mundo que não para de mudar.